Todo o cidadão sabe que o PCP e o BE são os dois partidos que se dedicam exclusivamente ao "BOTA-ABAIXO".
Não interessa se se governa bem ou mal; não interessa qual é o governo ou que partido está a governar...Simplesmente "BOTA-ABAIXO".
Nestas eleições europeias, o "bota-abaixo" PCP teve mais votos e o "bota-abaixo" BE levou porrada estrondosa...
O PCP levou mais votos e foram de origem PSD e CDS. Muitos dos habituais eleitores que votam no PSD e CDS, decidiram votar no PCP e desprezar o BE. A razão deste desprezo pelo BE tem a sua razão: é que, de facto, o BE não tem ponta por onde se lhe pegue. Os verdadeiros líderes deste partido, um já morreu outro saiu da liderança. O PCP é um partido que ainda tem simpatizantes devido ao ainda analfabetismo e ignorância de uma parte da população, sobretudo os idosos, que não têm qualquer visão sobre política e as suas consequências. Talvez daqui a 2 ou 3 décadas o PCP desapareça definitivamente. Isto por que, nessa altura, o cidadão, no geral, já terá outra educação/cultura e não se irá identificar com partidos do "bota--abaixo". Eu tive um cunhado que, após o 25 de Abril de 1974, abraçou o "comunismo" e era um militante ferrenho. Só que, passado uns meses, apercebeu-se de que, afinal, os camaradas queriam que ele dividisse os seus bens pelos camaradas, por que, diziam eles, os camaradas, que o comunismo era isso mesmo: todos tinham que ter o mesmo, independentemente de quem trabalhasse mais ou menos... Coitado do meu cunhado ! Fugiu antes que o deixassem em pelota ...
"Passam os anos e Portugal fenece, cada vez mais, por via da acção de uma elite política corrupta, interesseira, “tachista”, oportunista e claramente criminosa, que vive num pântano de impunidades, cumplicidades, traições e intrigas. De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra; de tanto ver crescer a injustiça; de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto "
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sábado, 20 de setembro de 2014
Mundo Cleptomaníaco
"Quando te deres conta de que para produzir necessitas obter a autorização de quem nada produz, quando te deres conta de que o dinheiro flui para o bolso daqueles que traficam não com bens, mas com favores, quando te deres conta de que muitos na tua sociedade enriquecem graças ao suborno e influências, e não ao seu trabalho, e que as leis do teu país não te protegem a ti, mas protegem-nos a eles contra ti, quando enfim descubras ainda que a corrupção é recompensada e a honradez se converte num auto-sacrificio, poderás afirmar, taxativamente, sem temor a equivocar-te, que a tua sociedade está condenada. “
sábado, 30 de agosto de 2014
A MÁFIA PORTUGUESA
(POR CLARA FERREIRA ALVES)
Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, (Olá! camaradas Sócrates...Olá! Armando Vara...), que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.
Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, em governação socialista, distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora continua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.
Para garantir que vai continuar burro o grande "cavallia" (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.
Gente assim mal formada vai aceitar tudo, e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.
A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.
Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.
Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.
Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado.
Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituamo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu? Alguns até arranjaram cargos em organismos da UE.
Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade.
Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.
Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, (Olá! camaradas Sócrates...Olá! Armando Vara...), que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.
Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, em governação socialista, distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora continua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.
Para garantir que vai continuar burro o grande "cavallia" (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.
Gente assim mal formada vai aceitar tudo, e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.
A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.
Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.
Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.
Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado.
Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituamo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu? Alguns até arranjaram cargos em organismos da UE.
Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade.
Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.
quarta-feira, 2 de julho de 2014
SÓ COM OS CRIMINOSOS POBRES É QUE NÃO SE PODE COMER À MESA...
As informações sobre o que se está a passar no GES, como o que nos últimos anos se veio a saber do BCP, e, andando um pouco mais para trás, toda a história ainda em curso do BPP e do BPN, mostram alguma coisa de consistente no comportamento de uma parte importante da elite político-financeira portuguesa.
Não estou a dizer que tudo tenha sido igual, mas muita coisa não sendo igual, nem em dimensão nem em consequências, é demasiado parecida para que não se anotem as semelhanças. Há excepções, com tanto mais mérito quanto escapam à regra, mas são excepções.
O actual governo mereceu também da banca todos os elogios e retribuiu em espécie, impedindo que qualquer legislação que diminuísse os lucros da banca passasse no parlamento, ou ficando como penhor de bancos que em condições normais iriam à falência, mesmo numa altura em que já era difícil alegar crise sistémica. O governo actual manteve todas as práticas de co-governação com a banca e as instituições financeiras que já vinham do governo anterior, consolidando um efeito perverso, que não é apenas nacional, de permitir que os principais responsáveis pela crise dos últimos anos tivessem sido seus beneficiários principais.
Para além disso, mantém uma transumância de lugares e funções com a banca tanto mais reforçada quanto a sua relação com os “mercados” passava pela intermediação financeira quer em Portugal, quer fora, e a desertificação das chefias da função pública baseadas no mérito, atiradas para a rua pela demagogia do diminuir os “lugares de chefia”, entregou áreas importantes do estado a consultoras financeiras e à advocacia de negócios. Os incidentes com secretários de estado que vinham da banca e do sistema financeiro e que se transmutavam da venda de swaps para negociadores de swaps, mostraram essa promiscuidade. E as decisões revelam como ninguém quer beliscar uma banca de onde veio, onde pode voltar a ir. A decisão de não ir a tribunal em nenhum caso mais grave de acordos leoninos quanto a PPPs e contratos swap, foi um dos maiores presentes que o actual governo ofereceu à banca. Os provados que usaram a justiça, ganharam em toda a linha, o estado encolheu-se perdeu muito.
As privatizações reforçaram esta promiscuidade, favorecendo uma captura do estado pelos interesses financeiros sem comparação com o passado. No passado, havia interesses industriais, agrícolas, manufactureiros, comerciais que partilhavam com a banca essa proximidade com o estado, o governo e os partidos do “arco da governação”. Agora, mesmo sectores em que as operações financeiras são relevantes, como a distribuição, não tem nem de perto nem de longe a promiscuidade com o poder político que tem a banca e por isso podem com maior liberdade falar criticamente.
Outro aspecto crítico, também atirado para debaixo do tapete é o papel de elite cleptocrática angolana que se exerceu também em Portugal através de uma colaboração estreita com a banca portuguesa que não se importou de contar malas de dinheiro trazidas meio às escondidas, meio com a complacência e colaboração das autoridades portuguesas, e assim permitir uma penetração na economia portuguesa, na comunicação social e na política.
Outra das coisas que se vão sabendo é como a gestão dos bancos se fazia como se o dinheiro que lá estava fosse pertença dos seus donos, gestores, administradores e dos seus amigos, ao mesmo tempo que uma ríspida prepotência e intransigência é a norma de tratamento dos clientes e depositantes, a quem não se desculpa nada. Os milhares de casas, carros, empresas, bens que foram consumidos nesta voragem da “dívida”, que tornou famílias e pessoas solventes naquilo que nunca imaginaram que iam ser, insolventes, oferece um contraste flagrante com a prática reiterada de evasão e fuga fiscal dos mais ricos com dimensões muito significativas.
quarta-feira, 18 de junho de 2014
sábado, 7 de junho de 2014
A RIQUEZA DE ANGOLA...
Petróleo de Angola
sustentou Santos no poder e corrupção, em vez de combater pobreza – Financial
Times
Os
jornalistas Andrew England e Javier Blas afirmam que Angola é hoje exemplo
de um país a debater-se com a “maldição dos recursos”. “Em vez de criar prosperidade
universal, o petróleo ajudou a sustentar o segundo presidente há mais tempo no
poder em África e alimentou a corrupção, que mina o desenvolvimento económico”.
O jornal
refere ainda as “abundantes alegações de corrupção e favorecimento que enriqueceram
elementos da elite angolana, incluindo membros da família dos Santos”. A sua
filha Isabel dos Santos, realça, é a mulher mais rica do país.
O filho
José Filomeno dos Santos, que aos 36 anos gere o fundo soberano de 5 mil
milhões de dólares do país, afirma ao jornal que é preciso “paciência”, para
que a mudança para melhores condições de vida seja “gradual”, um “processo de
aprendizagem onde se fazem experiências”.
As
críticas à corrupção estão por detrás dos protestos que abalaram Luanda desde
2011, e que se vêm repetindo regularmente, mais recentemente no passado dia 27
de maio. Os manifestantes exigem também melhores condições de vida, perante o
visível enriquecimento das elites do país.
O
crescimento económico tem acelerado, acima de 10 por cento ao ano na última
década. O sector petrolífero demonstra entusiasmo com os trabalhos em curso no
pré-sal, no off-shore da bacia do Kwanza, onde têm sido feitas descobertas de
petróleo. A esperança é que estas tenham as dimensões das encontradas do outro
lado do Atlântico, no Brasil.
A
questão em aberto é se a descoberta de mais reservas petrolíferas vai ajudar os
20 milhões de angolanos, até porque a história recente não o comprova. “Os
petrodólares impulsionaram o crescimento económico, mas muita da riqueza continua
concentrada num círculo reduzido de plutocratas”. E mais de três quartos da
população do país continua na pobreza
quinta-feira, 5 de junho de 2014
MUDARAM O NOME DO TC - AGORA CHAMA-SE TC ( TRIBUNAL COMUNISTA )
Poder-se-á manter a sigla, mas o nome tem de mudar para "TRIBUNAL COMUNISTA".
Estes pseudo omnipotentes, julgam-se isso mesmo. Aliás, todos os tribunais estão a extravasar as suas funções e o governo, impávido e sereno, acata as suas ordens.
Parece-me que quem (des) governa o País agora, sãos os tribunais, desde o TC ( Tribunal Comunista) até ao limite dos Julgados de Paz. O governo determina um fecho desta ou daquela repartição; deste ou daquele tribunal; desta ou daquela junta de freguesia, etc., e os tribunais dizem que não senhor, não podem fechar !! Afinal quem manda neste País ? O cidadão não elegeu os Juízes para passarem por cima de quem governa e que foram legitimamente eleitos. Mas o culpado é o governo. Eu, se fosse 1º Ministro, simplesmente ignorava as decisões dos tribunais, com base no fundamento de que não há dinheiro para sustentar a máquina MONSTRUOSA do Estado, onde estes senhores juízes estão incluídos. Aliás eles julgam estes casos em causa própria, pois também são afetados pelos cortes e isso eles não querem, alegando o princípio da igualdade. Mas essa igualdade é entre os FP, por que o setor privado está muito aquém dessa igualdade com salários, reformas, assistência médica, emprego para toda a vida, privilégios e mordomias, etc..
Custa-me ver estes "parasitas" de comentadores políticos e ex-governantes ao jogo de semântica, cuja finalidade é apenas iludir os cidadãos para caçar votos e irem para o "PODER", para enriquecerem ilicitamente...
O governo deve entregar o "COFRE" do Estado ao TC ( Tribunal Comunista ) e os Júizes que paguem as contas... Ou então que passem o governo para o Seguro, que ele resolve o problema...
Estes pseudo omnipotentes, julgam-se isso mesmo. Aliás, todos os tribunais estão a extravasar as suas funções e o governo, impávido e sereno, acata as suas ordens.
Parece-me que quem (des) governa o País agora, sãos os tribunais, desde o TC ( Tribunal Comunista) até ao limite dos Julgados de Paz. O governo determina um fecho desta ou daquela repartição; deste ou daquele tribunal; desta ou daquela junta de freguesia, etc., e os tribunais dizem que não senhor, não podem fechar !! Afinal quem manda neste País ? O cidadão não elegeu os Juízes para passarem por cima de quem governa e que foram legitimamente eleitos. Mas o culpado é o governo. Eu, se fosse 1º Ministro, simplesmente ignorava as decisões dos tribunais, com base no fundamento de que não há dinheiro para sustentar a máquina MONSTRUOSA do Estado, onde estes senhores juízes estão incluídos. Aliás eles julgam estes casos em causa própria, pois também são afetados pelos cortes e isso eles não querem, alegando o princípio da igualdade. Mas essa igualdade é entre os FP, por que o setor privado está muito aquém dessa igualdade com salários, reformas, assistência médica, emprego para toda a vida, privilégios e mordomias, etc..
Custa-me ver estes "parasitas" de comentadores políticos e ex-governantes ao jogo de semântica, cuja finalidade é apenas iludir os cidadãos para caçar votos e irem para o "PODER", para enriquecerem ilicitamente...
O governo deve entregar o "COFRE" do Estado ao TC ( Tribunal Comunista ) e os Júizes que paguem as contas... Ou então que passem o governo para o Seguro, que ele resolve o problema...
terça-feira, 3 de junho de 2014
O GIGANTESCO SAQUEIO DE UM PAÍS
Durante os últimos 25 anos, Portugal recebeu da UE 82 mil milhões de euros.
Na realidade só poucos milhares de portugueses é que açambarcaram este dinheiro, prejudicando todos os outros. A alta finança mancomunada com o poder político "comeram" essa massa toda. Como?
1. - Nos sobre-custos das auto-estradas e outras obras públicas (as famigeradas PPP);...
2. - Nas múltiplas fraudes no sistema de saúde;
3. - Nas acções de formação profissional falsas (desde as tipo Tecnoforma de Passos Coelho e Companhia até às da UGT e outros organismos) que só existiram no papel;
4.- Nos subsídios para a agricultura que só serviram para comprar Mercedes, BMW e veículos todo-o-terreno de luxo;
5.- Nas obras inúteis das autarquias feitas para enriquecer os empreiteiros que apoiam as campanhas eleitorais dos partidos de poder;
6.- Nos concursos viciados para fornecimento aos organismos públicos (desde parafusos a submarinos);
7.- Nas vendas fraudulentas de propriedades e bens do estado e de empresas públicas a interesses privados (sempre aos amigos do poder);
8.- Nos apoios a empresários e jovens empresários que foram parar directamente a offshores e que não criaram empregos nenhuns nem riqueza nenhuma;
9.- Em milhares outros pequenos e grandes esquemas usados para desviar o dinheiro do orçamento de Estado para interesses privados...
Essa gente responsável por este gigantesco saque faz parte do Povo, mas não é o Povo...
Nesta desgraçada história, o Povo só tem a culpa de se deixar comer porque não se sabe organizar para zelar pelos seus interesses e impedir estas máfias de roubar Portugal impunemente...
Zé-António Pimenta de França
sexta-feira, 30 de maio de 2014
segunda-feira, 26 de maio de 2014
sexta-feira, 23 de maio de 2014
domingo, 18 de maio de 2014
A CORRUPÇÃO DA JUSTIÇA...
Pedido de juiz suspende multa e castigo aplicados a Jardim Gonçalves pelo caso BCP
Vai ser repetida toda a prova produzida no Tribunal, em 2011, relativamente ao caso BCP. A decisão foi tomada pelo juiz António da Hora, responsável pelo julgamento do recurso apresentado pelos antigos gestores do BCP, condenados no processo do Banco de Portugal. Será, então, repetida a audiência do empresário Joe Berardo, testemunha-chave no processo, mas o depoimento não tem ainda data marcada. A prova proferida oralmente pelas testemunhas, há cerca de três anos, não ficou gravada. O juiz admite que não consegue recordar-se com exatidão de todos os depoimentos, e determinou a repetição da produção de prova. A decisão aumenta o risco de prescrição dos factos. Para além de que significa também que Jardim Gonçalves não terá de pagar um milhão de euros em coimas exigidos pelo Banco de Portugal. E deixa ainda de ficar sujeito à inibição de nove anos de exercer actividade na banca.
sábado, 17 de maio de 2014
sexta-feira, 16 de maio de 2014
40 ANOS DE ABRIL E AS PERGUNTAS QUE NUNCA NINGUÉM RESPONDEU...
PERGUNTAS NUNCA RESPONDIDAS NOS 40 ANOS DE “ABRIL”.
“O inconseguimento de eu estar num centro de decisão fundamental a PERGUNTAS NUNCA RESPONDIDAS NOS 40 ANOS DE ABRIL
O inconseguimento de eu estar num centro de decisão fundamental a que possa corresponder uma espécie de nível social frustracional derivada da crise”
Assunção Esteves,
Presidente da Assembleia da República
(TSF, em 7/1/2014)
Passados 40 anos após a última grande esquina da História de Portugal, já deveria ter havido o discernimento, o bom senso e a vontade (que deles deriva), de fazer uma análise histórica – nas suas diferentes dimensões, nomeadamente política, estratégia, económica/financeira, social e cultural – de todo o período abrangido e que englobasse, para facilidade de entendimento e exposição, três períodos distintos:
• O período da última fase do Estado Novo, por exemplo desde o início do consulado do Professor Marcello Caetano;
• O período que começa com a acção militar no dia 25/4/74 – suas causas e execução – e por todo o período conturbado, conhecido por “PREC” e termina em 25/11/75;
• O período posterior até aos dias de hoje, e suas consequências.
Como tal não foi feito (e o que foi feito deixa muito a desejar) e não será feito a breve trecho, vamos cingir-nos a elaborar um conjunto de questões, que falam por si, independentemente do juízo que se intente fazer sobre elas.
São também as respostas às perguntas formuladas, que ajudarão, um dia, a escrever a História que deve ficar para o futuro e não aquela que insistentemente nos têm vindo a inocular como se de uma lavagem ao cérebro se tratasse.
Aqui fica uma mão cheia delas:
1º- Quais as razões que justificam, à luz da Moral e do Direito, a queda pela força do regime deposto?
2º- Se o regime deposto foi tão mau, como alegado por tantos, porque nunca se julgaram os responsáveis vivos, pela sua existência e práticas (nem sequer à revelia)?
3º- Quais as principais razões, assumidas inicialmente pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), para a execução do golpe de estado? Foram razões corporativas (isto é, do foro das FA)? Foi concretamente o Decreto-Lei 373/73 que espoletou o golpe? Foram razões políticas? Estratégicas? Sociais? Económicas? Quais e baseadas em quê? Foi por estarem cansados de fazerem a guerra?
4º- Que informação tinha o MFA sobre a “luz verde” dada (solicitada?) pelo “Grupo de Bildelberg” numa reunião ocorrida a 19/4/74, no Hotel D’Arbois, em Mégeve, nos Alpes Franceses, propriedade do Barão Edmond Rothschild, na qual, entre outros participou Joseph Luns – na altura, Secretário – Geral da NATO – não sendo por acaso que uma esquadra da Aliança fundeou na Barra de Lisboa no dia do golpe?
5º- Desde quando e porquê, o PCP passou a tomar parte no golpe? Desde o “ensaio” ainda mal explicado, das Caldas, a 16 de Março? Ou antes?
6º- O que fazia o General Costa Gomes enfiado com a mulher no Hospital Militar da Estrela, no dia 25/4/74?
7º- Porque é que o Chefe de Governo, Marcello Caetano, nunca deu ordens para conter o golpe e, à revelia do que estava previsto nos planos de contingência da altura, em vez de se dirigir para Monsanto, foi meter-se na “boca do lobo” do Quartel do Carmo? Porque recusou a fuga do mesmo, que lhe foi oferecida e era viável? O que quis negociar com o General Spínola?
8º- Porque é que 90% dos efectivos da PIDE/DGS (na área de Lisboa) decidiram, após o golpe, concentrar-se no local mais inverosímil para o fazerem, ou seja na própria sede?
9º- Porque é que até hoje nenhum governo português intentou uma acção, lógica e pertinente, que é a de solicitar ao governo da Federação Russa, a devolução ou, no mínimo a cópia, de toda a documentação desviada dos arquivos nacionais, nomeadamente da DGS, como não parece haver qualquer dificuldade em provar?
10º- Porque é que o MFA – autor do golpe – e a sua suposta cabeça dirigente, ou seja a, em cima-da-hora formada, Junta de Salvação Nacional (JSN), cometeu a imprudência de não terem declarado o “Estado de Sítio”, perdendo desse modo, e no próprio dia, o controlo da situação?
11º- Ou terá sido de propósito?
12º- Idem para a leviandade com que a nível militar se começaram a prender e a sanear uns aos outros, sem qualquer regra ou justiça, estilhaçando dessa forma a hierarquia, a disciplina e a organização das FA, sem as quais nada se podia levar a cabo? FA que, recorda-se, estavam em campanha em três frentes!
13º- Ou também foi de propósito?
14º- Como e porquê deixaram o Poder cair na rua, chegando-se ao ponto de colocar o país à beira da guerra civil, a qual se evitou “in extremis”, a 25/11/1975?
15º- Porque se deixou entrar no país e libertou das prisões, uma quantidade de gente de mau porte que, recorde-se, não estava presa por delito de opinião, mas incorria em crimes do foro militar, de delito comum e, até, de traição à Pátria, sem que os mesmos ficassem a bom recato à espera de julgamento?
16º- O “granel” desculpa e justifica tudo o que se possa passar?
17º- Como se pode intentar um golpe de estado num país que, não estando oficialmente em guerra com ninguém, conduzia extensas operações militares das quais dependia a salvaguarda de grande parte do seu território e populações, sem pensar muito maduramente no impacto que tal golpe podia ter naquilo que estava em jogo e era de longe, a questão mais importante e delicada em que toda a Nação estava envolvida?
18º- Porque é que os mentores do golpe (e seus seguidores) não conseguiram ou quiseram discernir e perceber, que a defesa do Ultramar era distinta – por nacional – da simples mudança de um regime ou sistema político?
19º- Porque se permitiu que a obsessão política pela conquista do Poder se sobrepusesse a questões fundamentais para o País (e ainda hoje assim acontece…) e se fizesse tábua rasa dos meios para atingir os fins, muitos deles estranhos à matriz histórica, estratégica e cultural de todo um povo?
20º- Como explicar, melhor dizendo, como compreender que o que foi pensado para o dia seguinte – que é a parte mais importante num golpe de estado, ou revolução – neste caso o que estava condensado no Programa do MFA e na Proclamação da JSN ao País – nunca se conseguiu pôr em prática?
Finalmente:
Como explicar que nenhum dos “3 Ds”, constantes do referido programa do MFA, a saber, “Descolonizar, Democratizar e Desenvolver” tenha sido cumprido, ou dito de outro modo, tenha seguido o seu curso, estando hoje o país que nos resta no perigeu do seu poder relativo, desde que Afonso Henriques individualizou o Condado e na iminência de desaparecer como entidade política autónoma e soberana, comunidade com identidade própria e até em vias de extinção como povo com características próprias (por via da demografia negativa, da emigração e imigração, só para citar estas)?
Ou seja, e em síntese por demais sintética:
1º- O “D” da descolonização resultou numa desgraça inominável e na maior vergonha histórica, desde 1128, cuja responsabilidade teremos que carregar como povo e sociedade organizada, para todo o sempre. Tendo, além dos que ficaram deste lado do mar, desgraçado sobretudo os portugueses dos territórios que abandonámos à sua sorte, os quais em vez de descolonizarmos – uma operação já de si aberrante, para a idiossincrasia da Nação Portuguesa, dadas as regras internacionais em vigor – entregámos nas mãos de forças marxistas, e só a essas.
Perdemos “apenas” e em pouco mais de um ano, cerca de 60% da população e 95% do território…
2º- O “D” da democratização está consubstanciado numa Constituição enorme, errada sob muitos pontos de vista, mal escrita, insensata e elaborada debaixo de condicionalismos vários. E, já agora, anti – democrática…
De tudo resultou uma confusão doutrinária de se ter considerado a Democracia em si mesmo, que ela não é, em vez de um meio para se atingir as três aspirações “utópicas” do Estado, a saber, Segurança, a Justiça e o Bem-Estar (por esta ordem); na ditadura da partidocracia (com a agravante de o espectro político estar apenas representado do “centro até à extrema esquerda”- terminologia serôdia que já devia ter desaparecido há muito), baseada em partidos medíocres.
Partidos donde emanam políticos cada vez mais impreparados, na sua maioria autênticos papagaios troca-tintas em que já ninguém acredita nem suporta. E que se blindaram no poder.
Partidocracia que degenerou rapidamente em plutocracia, “corruptocracia” e “bandalheirocracia”!
O fulcro da Democracia acaba por ser a representatividade. Pergunta-se, hoje em dia, quem se sente representado?
3º- Finalmente o “D” do desenvolvimento.
Portugal era um país que em 24/4/1974 tinha estabilidade económica, financeira, social, com uma administração financeira honesta e regrada; onde todas as instituições funcionavam; em que a economia crescia 7% ao ano (no Ultramar era mais); possuía a 6ª moeda mais forte do mundo, escorada e protegida por 850 toneladas de ouro e 50 milhões de contos; tinha acesso ao crédito que quisesse a juros baixos; gozava de pleno emprego.
Conseguia tudo isto, note-se, ao mesmo tempo que tinha 230.000 homens em armas, em quatro continentes e quatro oceanos, dos quais 150.000 permanentemente empenhados em operações de contra-guerrilha, em três teatros de operações distintos a milhares de quilómetros da sua base logística principal, com muito limitado apoio aliado e apenas com generais e almirantes portugueses.
Orgulhosamente só (frase por norma tirada do contexto).
E sem dever nada a ninguém.
Como explicar que um país nestas condições, 40 anos depois dos “amanhãs que cantam” e das mais floridas esperanças, esteja no actual estado de banca rota e muito “acompanhado” internacionalmente, por tantos países e instituições que nos desqualificam, publicamente, no concerto das Nações (até nos chamam “PIGS”)?
Esteja, também, ocupado politica, económica e, sobretudo, financeiramente, por uma “Troika” (que ninguém sequer conhece bem, ou o que representa), depois de já ter passado por duas outras grandes "aflições" financeiras (em 1978 e 1983), que obrigaram à intervenção do FMI; e depois da adesão à CEE, em 1986, ter entrado dinheiro no país à média de dois milhões de contos/dia, de fundos comunitários?!
E estamos hoje ainda a tentar evitar a banca rota à custa de sacrifícios de quem não é responsável maior por tudo o que se passou; deixando incólumes os responsáveis (que nem um pedido de desculpas se atrevem a dar), e da alienação contínua da soberania, das empresas, do património, da venda da própria terra e dando até início a um processo de prostituição colectiva, de que a outorga da nacionalidade a ricaços estranhos que queiram investir por cá algumas centenas de milhares é já exemplo eloquente!
Já me esquecia, estamos a sair da bancarrota à custa de fazermos mais empréstimos, com os quais ganhamos tempo para tentar pagar uma dívida e os juros da mesma – que ninguém sabe quanto é – mas que seguramente não iremos pagar nos próximos 100 anos…
Em que opróbrio de país nos tornámos?!
Foi para isto que se quis a tão decantada Liberdade – um conceito absoluto, porém de aplicação relativa – entusiasticamente tida como a principal conquista de Abril?
Ao fim de 40 anos celebra-se o quê?
João José Brandão Ferreira
Cidadão Português (nada, mesmo nada, satisfeito)
(Beneficiário nº 11337317689 da CGA)
“O inconseguimento de eu estar num centro de decisão fundamental a PERGUNTAS NUNCA RESPONDIDAS NOS 40 ANOS DE ABRIL
O inconseguimento de eu estar num centro de decisão fundamental a que possa corresponder uma espécie de nível social frustracional derivada da crise”
Assunção Esteves,
Presidente da Assembleia da República
(TSF, em 7/1/2014)
Passados 40 anos após a última grande esquina da História de Portugal, já deveria ter havido o discernimento, o bom senso e a vontade (que deles deriva), de fazer uma análise histórica – nas suas diferentes dimensões, nomeadamente política, estratégia, económica/financeira, social e cultural – de todo o período abrangido e que englobasse, para facilidade de entendimento e exposição, três períodos distintos:
• O período da última fase do Estado Novo, por exemplo desde o início do consulado do Professor Marcello Caetano;
• O período que começa com a acção militar no dia 25/4/74 – suas causas e execução – e por todo o período conturbado, conhecido por “PREC” e termina em 25/11/75;
• O período posterior até aos dias de hoje, e suas consequências.
Como tal não foi feito (e o que foi feito deixa muito a desejar) e não será feito a breve trecho, vamos cingir-nos a elaborar um conjunto de questões, que falam por si, independentemente do juízo que se intente fazer sobre elas.
São também as respostas às perguntas formuladas, que ajudarão, um dia, a escrever a História que deve ficar para o futuro e não aquela que insistentemente nos têm vindo a inocular como se de uma lavagem ao cérebro se tratasse.
Aqui fica uma mão cheia delas:
1º- Quais as razões que justificam, à luz da Moral e do Direito, a queda pela força do regime deposto?
2º- Se o regime deposto foi tão mau, como alegado por tantos, porque nunca se julgaram os responsáveis vivos, pela sua existência e práticas (nem sequer à revelia)?
3º- Quais as principais razões, assumidas inicialmente pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), para a execução do golpe de estado? Foram razões corporativas (isto é, do foro das FA)? Foi concretamente o Decreto-Lei 373/73 que espoletou o golpe? Foram razões políticas? Estratégicas? Sociais? Económicas? Quais e baseadas em quê? Foi por estarem cansados de fazerem a guerra?
4º- Que informação tinha o MFA sobre a “luz verde” dada (solicitada?) pelo “Grupo de Bildelberg” numa reunião ocorrida a 19/4/74, no Hotel D’Arbois, em Mégeve, nos Alpes Franceses, propriedade do Barão Edmond Rothschild, na qual, entre outros participou Joseph Luns – na altura, Secretário – Geral da NATO – não sendo por acaso que uma esquadra da Aliança fundeou na Barra de Lisboa no dia do golpe?
5º- Desde quando e porquê, o PCP passou a tomar parte no golpe? Desde o “ensaio” ainda mal explicado, das Caldas, a 16 de Março? Ou antes?
6º- O que fazia o General Costa Gomes enfiado com a mulher no Hospital Militar da Estrela, no dia 25/4/74?
7º- Porque é que o Chefe de Governo, Marcello Caetano, nunca deu ordens para conter o golpe e, à revelia do que estava previsto nos planos de contingência da altura, em vez de se dirigir para Monsanto, foi meter-se na “boca do lobo” do Quartel do Carmo? Porque recusou a fuga do mesmo, que lhe foi oferecida e era viável? O que quis negociar com o General Spínola?
8º- Porque é que 90% dos efectivos da PIDE/DGS (na área de Lisboa) decidiram, após o golpe, concentrar-se no local mais inverosímil para o fazerem, ou seja na própria sede?
9º- Porque é que até hoje nenhum governo português intentou uma acção, lógica e pertinente, que é a de solicitar ao governo da Federação Russa, a devolução ou, no mínimo a cópia, de toda a documentação desviada dos arquivos nacionais, nomeadamente da DGS, como não parece haver qualquer dificuldade em provar?
10º- Porque é que o MFA – autor do golpe – e a sua suposta cabeça dirigente, ou seja a, em cima-da-hora formada, Junta de Salvação Nacional (JSN), cometeu a imprudência de não terem declarado o “Estado de Sítio”, perdendo desse modo, e no próprio dia, o controlo da situação?
11º- Ou terá sido de propósito?
12º- Idem para a leviandade com que a nível militar se começaram a prender e a sanear uns aos outros, sem qualquer regra ou justiça, estilhaçando dessa forma a hierarquia, a disciplina e a organização das FA, sem as quais nada se podia levar a cabo? FA que, recorda-se, estavam em campanha em três frentes!
13º- Ou também foi de propósito?
14º- Como e porquê deixaram o Poder cair na rua, chegando-se ao ponto de colocar o país à beira da guerra civil, a qual se evitou “in extremis”, a 25/11/1975?
15º- Porque se deixou entrar no país e libertou das prisões, uma quantidade de gente de mau porte que, recorde-se, não estava presa por delito de opinião, mas incorria em crimes do foro militar, de delito comum e, até, de traição à Pátria, sem que os mesmos ficassem a bom recato à espera de julgamento?
16º- O “granel” desculpa e justifica tudo o que se possa passar?
17º- Como se pode intentar um golpe de estado num país que, não estando oficialmente em guerra com ninguém, conduzia extensas operações militares das quais dependia a salvaguarda de grande parte do seu território e populações, sem pensar muito maduramente no impacto que tal golpe podia ter naquilo que estava em jogo e era de longe, a questão mais importante e delicada em que toda a Nação estava envolvida?
18º- Porque é que os mentores do golpe (e seus seguidores) não conseguiram ou quiseram discernir e perceber, que a defesa do Ultramar era distinta – por nacional – da simples mudança de um regime ou sistema político?
19º- Porque se permitiu que a obsessão política pela conquista do Poder se sobrepusesse a questões fundamentais para o País (e ainda hoje assim acontece…) e se fizesse tábua rasa dos meios para atingir os fins, muitos deles estranhos à matriz histórica, estratégica e cultural de todo um povo?
20º- Como explicar, melhor dizendo, como compreender que o que foi pensado para o dia seguinte – que é a parte mais importante num golpe de estado, ou revolução – neste caso o que estava condensado no Programa do MFA e na Proclamação da JSN ao País – nunca se conseguiu pôr em prática?
Finalmente:
Como explicar que nenhum dos “3 Ds”, constantes do referido programa do MFA, a saber, “Descolonizar, Democratizar e Desenvolver” tenha sido cumprido, ou dito de outro modo, tenha seguido o seu curso, estando hoje o país que nos resta no perigeu do seu poder relativo, desde que Afonso Henriques individualizou o Condado e na iminência de desaparecer como entidade política autónoma e soberana, comunidade com identidade própria e até em vias de extinção como povo com características próprias (por via da demografia negativa, da emigração e imigração, só para citar estas)?
Ou seja, e em síntese por demais sintética:
1º- O “D” da descolonização resultou numa desgraça inominável e na maior vergonha histórica, desde 1128, cuja responsabilidade teremos que carregar como povo e sociedade organizada, para todo o sempre. Tendo, além dos que ficaram deste lado do mar, desgraçado sobretudo os portugueses dos territórios que abandonámos à sua sorte, os quais em vez de descolonizarmos – uma operação já de si aberrante, para a idiossincrasia da Nação Portuguesa, dadas as regras internacionais em vigor – entregámos nas mãos de forças marxistas, e só a essas.
Perdemos “apenas” e em pouco mais de um ano, cerca de 60% da população e 95% do território…
2º- O “D” da democratização está consubstanciado numa Constituição enorme, errada sob muitos pontos de vista, mal escrita, insensata e elaborada debaixo de condicionalismos vários. E, já agora, anti – democrática…
De tudo resultou uma confusão doutrinária de se ter considerado a Democracia em si mesmo, que ela não é, em vez de um meio para se atingir as três aspirações “utópicas” do Estado, a saber, Segurança, a Justiça e o Bem-Estar (por esta ordem); na ditadura da partidocracia (com a agravante de o espectro político estar apenas representado do “centro até à extrema esquerda”- terminologia serôdia que já devia ter desaparecido há muito), baseada em partidos medíocres.
Partidos donde emanam políticos cada vez mais impreparados, na sua maioria autênticos papagaios troca-tintas em que já ninguém acredita nem suporta. E que se blindaram no poder.
Partidocracia que degenerou rapidamente em plutocracia, “corruptocracia” e “bandalheirocracia”!
O fulcro da Democracia acaba por ser a representatividade. Pergunta-se, hoje em dia, quem se sente representado?
3º- Finalmente o “D” do desenvolvimento.
Portugal era um país que em 24/4/1974 tinha estabilidade económica, financeira, social, com uma administração financeira honesta e regrada; onde todas as instituições funcionavam; em que a economia crescia 7% ao ano (no Ultramar era mais); possuía a 6ª moeda mais forte do mundo, escorada e protegida por 850 toneladas de ouro e 50 milhões de contos; tinha acesso ao crédito que quisesse a juros baixos; gozava de pleno emprego.
Conseguia tudo isto, note-se, ao mesmo tempo que tinha 230.000 homens em armas, em quatro continentes e quatro oceanos, dos quais 150.000 permanentemente empenhados em operações de contra-guerrilha, em três teatros de operações distintos a milhares de quilómetros da sua base logística principal, com muito limitado apoio aliado e apenas com generais e almirantes portugueses.
Orgulhosamente só (frase por norma tirada do contexto).
E sem dever nada a ninguém.
Como explicar que um país nestas condições, 40 anos depois dos “amanhãs que cantam” e das mais floridas esperanças, esteja no actual estado de banca rota e muito “acompanhado” internacionalmente, por tantos países e instituições que nos desqualificam, publicamente, no concerto das Nações (até nos chamam “PIGS”)?
Esteja, também, ocupado politica, económica e, sobretudo, financeiramente, por uma “Troika” (que ninguém sequer conhece bem, ou o que representa), depois de já ter passado por duas outras grandes "aflições" financeiras (em 1978 e 1983), que obrigaram à intervenção do FMI; e depois da adesão à CEE, em 1986, ter entrado dinheiro no país à média de dois milhões de contos/dia, de fundos comunitários?!
E estamos hoje ainda a tentar evitar a banca rota à custa de sacrifícios de quem não é responsável maior por tudo o que se passou; deixando incólumes os responsáveis (que nem um pedido de desculpas se atrevem a dar), e da alienação contínua da soberania, das empresas, do património, da venda da própria terra e dando até início a um processo de prostituição colectiva, de que a outorga da nacionalidade a ricaços estranhos que queiram investir por cá algumas centenas de milhares é já exemplo eloquente!
Já me esquecia, estamos a sair da bancarrota à custa de fazermos mais empréstimos, com os quais ganhamos tempo para tentar pagar uma dívida e os juros da mesma – que ninguém sabe quanto é – mas que seguramente não iremos pagar nos próximos 100 anos…
Em que opróbrio de país nos tornámos?!
Foi para isto que se quis a tão decantada Liberdade – um conceito absoluto, porém de aplicação relativa – entusiasticamente tida como a principal conquista de Abril?
Ao fim de 40 anos celebra-se o quê?
João José Brandão Ferreira
Cidadão Português (nada, mesmo nada, satisfeito)
(Beneficiário nº 11337317689 da CGA)
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Barra Fixa: Exercícios Para Várias Finalidades
Como desenvolver o peitoral com as elevações a barra?
Como aumentar a altura com ajuda deste exercício?
O artigo de hoje irá falar e descrever como executar corretamente o famoso exercício, elevações a barra fixa. Para ser mais preciso, irei desenvolver 7 questões aconselhando a maneira correcta de as realizar.
Antes de mais, gostaria de vos relembrar, que o exercício elevações a barra, é um exercício complexo, pois envolve o trabalho de vários grupos musculares, como os abdominais, ombros, trapézio, costas, bíceps, tríceps etc. As pessoas em geral conhecem duas formas de realizar este exercício, mãos em supinação e mãos em pronação. Pois quero declarar, que existe algumas outras maneiras de execução, e irei ilustrar como, no final deste artigo.
Questão 1: Quero ser mais alto!
Se vocês têm como objectivo aumentar a sua estatura, para isso terá que realizar as elevações a barra fixa. Para aumentar a altura, a execução tem que ser realizada da seguinte forma: elevam-se a barra, e de seguida, descem bruscamente. Após isso, estando pendurados na posição inicial, flectem os joelhos para trás formando 90 graus, e rodam apenas a parte de baixo do corpo, a partir da cintura.
Questão 2: Quero ter um abdominal bem definido!
Se é esse objectivo – definir o abdominal, terão que executar elevações para abdominais. Para realizar correctamente, tem que ter em conta a maneira correcta de execução. Estando suspensos, agarrados na barra, levantam a ponta dos pés e tocam na barra. È um exercício um pouco complicado, se não possui ainda este nível de habilidade, levantam os pés só até ao nível da cintura. Desta forma conseguirão um abdominal mais forte e resistente.
Questão nº3: Quero ter costas largas!
Para esta questão, o mais eficiente é elevar a barra com os braços ao nível dos ombros, mãos em pronação. Suspensos na barra fixa, cruzam as pernas, de seguida, elevam tocando com peito na barra. Quando tiver na posição inicial, manter os braços sempre direitos, bem esticados, irá permitir melhor alongamento (estiramento) dos músculos das costas. Com braços ao nível dos ombros, executar o exercício dessa forma, permite alargar os “lats” e torná-los mais arqueados.
Questão nº4: Quero a minha coluna sempre saudável!
Se vocês têm problemas com a coluna e deseja mantê-la saudável, existe várias maneiras de execução na barra fixa. A mais simples é ficar suspenso na barra. Relaxem os músculos das costas e estiquem bem a coluna, formando uma linha. É recomendável fazer este exercício 15-20 segundos, algumas vezes por dia. Outra forma, suspensos, tocam o chão com os pés. Colocam apenas o peso das pernas no chão, irão sentir como se a coluna estivesse a sair do seu sítio habitual. Relaxem e alonguem a caixa torácica.
Questão nº5: Quero ter uns ombros fortes!
Elevem com os braços aproximados um do outro, mãos em pronação. Suspensos na barra, com uma distância mínima entre as mãos, contraiam as costas e elevem-e tentando tocar a barra com peito. Outra forma de exercer os ombros, agarra a barra com mãos em supinação, braços ao nível dos ombros, e elevar apenas até ao meio. Desta forma trabalham os dois músculos dos ombros.
Questão nº6: Quero ter uns seios bonitos!
Se deseja ter uns peitos bonitos, incluam a elevação na barra fixa. Suspensos, braços ao nível dos ombros, mãos em supinação. Executam o exercício tentado tocar com o peito na barra. Respiram pelo nariz, sobem inspiram, baixam expiram. A execução deste exercício tem que ser feito lentamente com uma respiração equilibrada. Depois disso podem realizar de outra maneira. Uma mão agarra em pronação, outra em supinação, elevam o corpo a barra, tocando com a nuca, ou seja, elevação para trás da cabeça, corpo mergulha para frente. È um pouco difícil realizar este exercício.
Questão nº7: Quero aumentar o bíceps!
Se desejam aumentar os seus bíceps. Muito simples, braços aproximados um do outro, mãos em supinação, juntando os cotovelos com as costelas. Contraem as costas e ao elevar, e recomendável olhar em direcção ao pulso. Ao atingir o topo, tentam tocar a barra com o peito e manter alguns segundos nessa posição.
Se desejam aumentar os seus bíceps. Muito simples, braços aproximados um do outro, mãos em supinação, juntando os cotovelos com as costelas. Contraem as costas e ao elevar, e recomendável olhar em direcção ao pulso. Ao atingir o topo, tentam tocar a barra com o peito e manter alguns segundos nessa posição.
sexta-feira, 9 de maio de 2014
quarta-feira, 7 de maio de 2014
- SAIBA COMO É ROUBADO TODOS OS DIAS
QUASE 10.000 PARTILHAS. PORQUÊ?! PORQUE NOMEIA QUEM NOS ROUBA TODOS OS DIAS.
Queremos acreditar que isto não faça assim tanta confusão a tanta gente. A nós...custa-nos a acreditar que o que aqui se denuncia seja menos importante do debater o fundamento do título. Será que existe afinal muito mais ramificações no lobby e que a batalha contra o mesmo faça canalizar todas as energias para a "forma" e não para o "conteúdo"?
A CORRUPÇÃO EM PORTUGAL MUITO BEM EXPLICADO
- O Problema deste Portugal é que depois do golpe de estado em 25 de Abril de 1974, em que o objetivo das FA era sacar mais privilégios e mordomias do Estado, pagos pelos cidadãos, formou-se uma elite cleptomaníaca que tomou conta do nosso cavalo lusitano, e é ela que o põe a saltar por cima de obstáculos que impeçam a corrupção, o enriquecimento ilícito, os golpes, os compadrios, os jobs for the boys, etc.. É esta elite corrupta e criminosa que nos tem desgovernado todos estes anos, - 39 anos - - que está instalada nos grandes grupos económicos e financeiros; nos governos; nos partidos; nas autarquias; na função pública; nas corporações de médicos, engenheiros, juízes e magistrados; sindicatos, etc.. Os membros desta elite circulam por todo o sistema: hoje trabalham em grandes empresas, amanhã estão nos bancos, depois vão para o governo; voltam para as grandes empresas públicas e privadas; regressam aos bancos, governo e por aí fora... No fim de uma vida todas as famílias desta "máfia" criada depois do 25 de Abril de 1974, ficam podres de ricas e passam a pasta aos seus descendentes até à eternidade. A Plebe, limita-se a produzir para estes FDP com letra grande, comendo a côdea da broa que o Diabo amassou, contando sempre os tostões para que ela não falte no dia seguinte... Sempre foi assim, desde os primórdios da vida, e sempre assim será, até à eternidade...
domingo, 4 de maio de 2014
sábado, 19 de abril de 2014
quinta-feira, 17 de abril de 2014
CAPITÃES DE ABRIL...
Os capitães de Abril não fizeram uma revolução !! Fizeram sim um GOLPE DE ESTADO", derrubando o governo. O objetivo desses capitães era apenas tomar conta do governo para impor uma ditadura militar mais ou menos ao nível de Cuba, para que assim pudessem dispor do poder estatal de forma a serem eles a escolher as LEIS, as escolher os seus salários, privilégios, mordomias, reformas milionárias, viver à grande e à francesa, gerir a economia e finanças do País, e pôr o povo a comer a côdea da broa que o Diabo amassou.
Enquanto o governo salazarista lhes dava tudo e mais alguma coisa, não houve problema. A partir da guerra colonial, em que os oficiais milicianos, aqueles que queriam seguir a vida militar, eram promovidos a capitães sem terem o curso e tinham os mesmos privilégios e salários dos capitães do quadro, gerou-se um descontentamento de tal ordem e com a infiltração comunista nas FA, a solução para eles, os militares profissionais, foi derrubar o governo.
Houve várias tentativas para impor a ditadura do proletariado, com os militares à cabeça, mas foram rapidamente eliminados pelas forças exteriores que os avisaram de que não tolerariam a mudança de uma ditadura fascista para uma ditadura do proletariado.
Depois do "GOLPE DE ESTADO", foram-se auto promovendo a tenentes-coronéis, coronéis, generais, etc., e hoje o cidadão paga altos impostos para dar uma vida regalada a esta cambada de parasitas...
As FA faziam parte integrante da ditadura fascista...
Enquanto o governo salazarista lhes dava tudo e mais alguma coisa, não houve problema. A partir da guerra colonial, em que os oficiais milicianos, aqueles que queriam seguir a vida militar, eram promovidos a capitães sem terem o curso e tinham os mesmos privilégios e salários dos capitães do quadro, gerou-se um descontentamento de tal ordem e com a infiltração comunista nas FA, a solução para eles, os militares profissionais, foi derrubar o governo.
Houve várias tentativas para impor a ditadura do proletariado, com os militares à cabeça, mas foram rapidamente eliminados pelas forças exteriores que os avisaram de que não tolerariam a mudança de uma ditadura fascista para uma ditadura do proletariado.
Depois do "GOLPE DE ESTADO", foram-se auto promovendo a tenentes-coronéis, coronéis, generais, etc., e hoje o cidadão paga altos impostos para dar uma vida regalada a esta cambada de parasitas...
As FA faziam parte integrante da ditadura fascista...
quinta-feira, 10 de abril de 2014
MALFEITORES (DES) GOVERNAM PORTUGAL COM APOIO DA JUSTIÇA...
From the album: ÚLTIMAS NOTICIAS
By rapidinhas
É OBRIGATÓRIO PARTILHAR PARA QUE TODOS SAIBAM DE UMA VEZ POR TODAS O PAÍS EM QUE VIVEMOS.
A MÁFIA FINANCEIRA PROTEGE-SE. SÃO INTOCÁVEIS.
A MAIOR FRAUDE FINANCEIRA DE SEMPRE EM PORTUGAL ACABA ASSIM. COM MILHARES DE MILHÕES DESAPARECIDOS, COM O DINHEIRO DOS
CONTRIBUINTES A TAPAR O BURACO E....COM OS RESPONSÁVEIS MÁXIMOS PELA POUCA VERGONHA...ABSOLVIDOS!
É este o nosso Portugal. é isto que a MÁFIA FAZ. Troika? Esforço do povo?
Pensem.
Tribunal absolve Oliveira e Loureiro no caso BPN
20 setembro 201159 comentários
Juíza considera tribunal comum incompetente para apreciar acção do BPN contra Oliveira e Costa, Dias Loureiro e outros ex-responsáveis do grupo.
O "Correio da Manhã" escreve que o processo cível do BPN contra vários ex-administradores do antigo Grupo BPN/SLN sofreu um revés no início deste mês: a juíza do processo considerou que a acção é da competência dos tribunais do comércio, argumento que fora apresentado pela defesa dos réus, e absolveu na primeira instância Oliveira e Costa, Dias Loureiro e outros antigos responsáveis do Grupo BPN/SLN.
"Julgo procedente a excepção da incompetência das varas cíveis em razão da matéria quanto aos pedidos de condenação dos réus a pagar (BPN) a indemnização e, consequentemente, absolvo da instância os réus", pode-se ler no despacho da juíza.
Segundo apurou o jornal, a administração do BPN já recorreu da decisão para o Supremo Tribunal de Justiça que irá agora decidir se a indemnização será apreciada por um tribunal comum ou pelo Tribunal de Comércio de Lisboa.
Em causa está um pedido de indemnização do BPN de 42 milhões de euros.
By rapidinhas
É OBRIGATÓRIO PARTILHAR PARA QUE TODOS SAIBAM DE UMA VEZ POR TODAS O PAÍS EM QUE VIVEMOS.
A MÁFIA FINANCEIRA PROTEGE-SE. SÃO INTOCÁVEIS.
A MAIOR FRAUDE FINANCEIRA DE SEMPRE EM PORTUGAL ACABA ASSIM. COM MILHARES DE MILHÕES DESAPARECIDOS, COM O DINHEIRO DOS
CONTRIBUINTES A TAPAR O BURACO E....COM OS RESPONSÁVEIS MÁXIMOS PELA POUCA VERGONHA...ABSOLVIDOS!
É este o nosso Portugal. é isto que a MÁFIA FAZ. Troika? Esforço do povo?
Pensem.
Tribunal absolve Oliveira e Loureiro no caso BPN
20 setembro 201159 comentários
Juíza considera tribunal comum incompetente para apreciar acção do BPN contra Oliveira e Costa, Dias Loureiro e outros ex-responsáveis do grupo.
O "Correio da Manhã" escreve que o processo cível do BPN contra vários ex-administradores do antigo Grupo BPN/SLN sofreu um revés no início deste mês: a juíza do processo considerou que a acção é da competência dos tribunais do comércio, argumento que fora apresentado pela defesa dos réus, e absolveu na primeira instância Oliveira e Costa, Dias Loureiro e outros antigos responsáveis do Grupo BPN/SLN.
"Julgo procedente a excepção da incompetência das varas cíveis em razão da matéria quanto aos pedidos de condenação dos réus a pagar (BPN) a indemnização e, consequentemente, absolvo da instância os réus", pode-se ler no despacho da juíza.
Segundo apurou o jornal, a administração do BPN já recorreu da decisão para o Supremo Tribunal de Justiça que irá agora decidir se a indemnização será apreciada por um tribunal comum ou pelo Tribunal de Comércio de Lisboa.
Em causa está um pedido de indemnização do BPN de 42 milhões de euros.
terça-feira, 8 de abril de 2014
sábado, 5 de abril de 2014
quarta-feira, 2 de abril de 2014
sábado, 29 de março de 2014
quinta-feira, 27 de março de 2014
terça-feira, 25 de março de 2014
quinta-feira, 13 de março de 2014
REESTRUTURAÇÃO DA DÍVIDA PÚBLICA
11:08 12.03.2014
Carta a uma Geração Errada
Caros João Cravinho, Manuela Ferreira Leite, Bagão Félix, Ferro Rodrigues, Sevinate Pinto, Vitor Martins e demais subscritores do manifesto pela reestruturação da divida publica: Que tal deixarem para a geração seguinte a tarefa de resolver os problemas gravíssimos que vocês lhes deixaram? É que as vossas propostas já não resolvem, só agravam os problemas. Que tal darem lugar aos mais novos?
Vi, ouvi, li, e não queria acreditar. 70 das mais importantes personalidades do país, parte substancial da nossa elite, veio propor que se diga aos credores internacionais o seguinte:
– Desculpem lá qualquer coisinha mas nós não conseguimos pagar tudo o que vos devemos, não conseguimos sequer cumprir as condições que nós próprios assinámos, tanto em juros como em prazos de amortizações!
Permitam-me uma pergunta simples e direta: Vocês pensaram bem no momento e nas consequências da vossa proposta, feita a menos de dois meses do anúncio do modo de saída do programa de assistência internacional?
Imaginaram que, se os investidores internacionais levarem mesmo a sério a vossa proposta, poderão começar a duvidar da capacidade e da vontade de Portugal em honrar os seus compromissos e poderão voltar a exigir já nos próximos dias um prémio de risco muito mais elevado pela compra de nova dívida e pela posse das obrigações que já detêm?
Conseguem perceber que, na hipótese absurda de o Governo pedir agora uma reestruturação da nossa dívida, os juros no mercado secundário iriam aumentar imediatamente e deitar a perder mais de três anos de austeridade necessária e incontornável para recuperar a confiança dos investidores, obrigando, isso sim, a um novo programa de resgate e ainda a mais austeridade, precisamente aquilo que vocês dizem querer evitar?
Conseguem perceber que, mesmo na hipótese absurda de os credores oficiais internacionais FMI, BCE e Comissão Europeia aceitarem a proposta, só o fariam contra a aceitação de uma ainda mais dura condicionalidade, ainda mais austeridade?
Conseguem perceber que os credores externos, nomeadamente os alemães, iriam imediatamente responder – Porque é que não começam por vocês próprios?
Os vossos bancos não têm mais de 25 por cento da vossa dívida pública nos seus balanços, mais de 40 mil milhões de euros, e o vosso Fundo de Capitalização da Segurança Social não tem mais de 8 mil milhões de euros de obrigações do Tesouro? Peçam-lhes um perdão parcial de capital e de juros.
Conseguem perceber que, neste caso, os bancos portugueses ficariam à beira da falência e a Segurança Social ficaria descapitalizada?
Nenhum de vós, subscritores do manifesto pela reestruturação da dívida pública, faria tal proposta se fosse Ministro das Finanças. E sobretudo não a faria neste delicadíssimo momento da vida financeira do país. Mesmo sendo uma proposta feita por cidadãos livres e independentes, pela sua projeção social poderá ter impacto externo e levar a uma degradação da perceção dos investidores, pela qual vos devemos responsabilizar desde já. Se isso acontecer, digo-vos que como cidadão contribuinte vou exigir publicamente que reparem o dano causado ao Estado.
Conseguem perceber porque é que o partido que pode ser Governo em breve, liderado por António José Seguro, reagiu dizendo apenas que se deve garantir uma gestão responsável da dívida pública e nunca falando de reestruturação?
Pergunto-vos também se não sabem que uma reestruturação de dívida pública não se pede, nunca se anuncia publicamente. Se é preciso fazer-se, faz-se. Discretamente, nos sóbrios gabinetes da alta finança internacional.
Aliás, vocês não sabem que Portugal já fez e continua a fazer uma reestruturação discreta da nossa dívida pública? Vitor Gaspar como ministro das Finanças e Maria Luis Albuquerque como Secretária de Estado do Tesouro negociaram com o BCE e a Comissão Europeia uma baixa das taxas de juro do dinheiro da assistência, de cerca de 5 por cento para 3,5 por cento. Negociaram a redistribuição das maturidades de 52 mil milhões de euros dos respetivos créditos para o período entre 2022 e 2035, quando os pagamentos estavam previstos para os anos entre 2015 e 2022, esse sim um calendário que era insustentável.
Ao mesmo tempo, juntamente com o IGCP dirigido por João Moreira Rato, negociaram com os credores privados Ofertas Públicas de Troca que consistem basicamente em convencê-los a receber o dinheiro mais tarde.
A isto chama-se um “light restructuring”, uma reestruturação suave e discreta da nossa dívida, que continua a ser feita mas nunca pode ser anunciada ao mundo como uma declaração de incapacidade de pagarmos as nossas responsabilidades.
Sabem que em consequência destas iniciativas, e sobretudo da correção dos défices do Estado, dos cortes de despesa pública, da correção das contas externas do país que já vai em quase 3 por cento do PIB, quase cinco mil milhões de euros de saldo positivo, os credores internacionais voltaram a acreditar em nós. De tal forma que os juros das obrigações do Tesouro a 10 anos no mercado secundário já estão abaixo dos 4,5 por cento.
Para os mais distraídos, este é o valor médio dos juros a pagar pela República desde que aderimos ao Euro em 1999. O valor factual já está abaixo. Basta consultar a série longa das Estatísticas do Banco de Portugal.
E sim, Eng. João Cravinho, é bom lembrar-lhe que a 1 de janeiro de 1999, a taxa das obrigações a 10 anos estava nos 3,9 por cento mas quando o seu Governo saiu, em Outubro desse ano, já estava nos 5,5 por cento, bem acima do valor atual.
É bom lembra-lhe que fazia parte de um Governo que decidiu a candidatura ao Euro 2004 com 10 estádios novos, quando a UEFA exigia só seis. E que decidiu lançar os ruinosos projetos de SCUT, sem custos para o utilizador, afinal tão caros para os contribuintes. O resultado aí está, a pesar na nossa dívida pública.
É bom lembrar aos subscritores do manifesto pela reestruturação da dívida pública que muitos de vós participaram nos Conselhos de Ministros que aumentaram objetivamente a dívida pública direta e indireta.
Foram corresponsáveis pela passagem dos cheques da nossa desgraça atual. Negócios de Estado ruinosos, negócios com privados que afinal eram da responsabilidade do contribuinte. O resultado aí está, a pesar direta e indiretamente nos nossos bolsos.
Sim, todos sabemos que quem pôs o acelerador da dívida pública no máximo foi José Sócrates, Teixeira dos Santos, Costa Pina, Mário Lino, Paulo Campos, Maria de Lurdes Rodrigues com as suas escolas de luxo que foram uma festa para a arquitetura e agora queimam as nossas finanças.
Mas em geral, todos foram responsáveis pela maneira errada de fazer política, de fazer negócios sem mercado, de misturar política com negócios, de garantir rendas para alguns em prejuízo de todos.
Sabem perfeitamente que em todas as crises de finanças públicas a única saída foi o Estado parar de fazer nova dívida e começar a pagar a que tinha sido acumulada. A única saída foi a austeridade.
Com o vosso manifesto, o que pretendem? Voltar a fazer negócios de Estado como até aqui? Voltar a um modelo de gastos públicos ruinosos com o dinheiro dos outros?
Porque é que em vez de dizerem que a dívida é impagável, agravando ainda mais a vida financeira das gerações seguintes, não ajudam a resolver os gravíssimos problemas que a economia e o Estado enfrentam e que o Governo não tem coragem nem vontade de resolver ao contrário do que diz aos portugueses?
Porque é que não contribuem para que se faça uma reforma profunda do Estado, no qual se continuam a gastar recursos que não temos para produzir bens e serviços inúteis, ou para muitos departamentos públicos não produzirem nada e ainda por cima impedirem os empresários de investir com burocracias economicamente criminosas?
Porque não canalizam as vossas energias para ajudar a uma mudança profunda de uma economia que protege setores inteiros da verdadeira concorrência prejudicando as famílias, as PME, as empresas exportadoras e todos os que querem produzir para substituir importações em condições de igualdade com outros empresários europeus?
Porque não combatem as práticas de uma banca que cobra os spreads e as comissões mais caros da Europa?
Um setor elétrico que recebe demais para não produzir eletricidade na produção clássica e para produzir em regime especial altamente subsidiado à custa de todos nós?
Um setor das telecomunicações que, apesar de parcialmente concorrencial, ainda cobra 20, 30 e até 40 por cento acima da média europeia em certos pacotes de serviços?
Porque não ajudam a cortar a sério nas rendas das PPP e da Energia? Nos autênticos passadouros de dinheiros públicos que são as listas de subvenções do Estado e de isenções fiscais a tudo o que é Fundações e Associações, algumas bem duvidosas?
Acham que tudo está bem nestes setores? Ou será que alguns de vós beneficiam direta ou indiretamente com a velha maneira de fazer negócios em Portugal e não querem mudar de atitude?
Estará a vossa iniciativa relacionada com alguns cortes nas vossas generosas pensões?
Pois no meu caso eu já estou a pagar IRS a 45 por cento, mais uma sobretaxa de 3,5 por cento, mais 11 por cento de Segurança Social, o que eleva o meu contributo para 59,5 por cento nominais e não me estou a queixar.
Sabem, a minha reforma já foi mais cortada que a vossa. Quando comecei a trabalhar, tinha uma expectativa de receber a primeira pensão no valor de mais de 90 por cento do último salário. Agora tenho uma certeza: a minha primeira pensão vai ser de 55 por cento do último salário.
E não me estou a queixar, todos temos de contribuir.
Caros subscritores do Manifesto para a reestruturação da dívida pública, desculpem a franqueza: a vossa geração está errada. Não agravem ainda mais os problemas que deixaram para a geração seguinte. Façam um favor ao país – não criem mais problemas. Deixem os mais novos trabalhar.
Permitam-me uma pergunta simples e direta: Vocês pensaram bem no momento e nas consequências da vossa proposta, feita a menos de dois meses do anúncio do modo de saída do programa de assistência internacional?
Imaginaram que, se os investidores internacionais levarem mesmo a sério a vossa proposta, poderão começar a duvidar da capacidade e da vontade de Portugal em honrar os seus compromissos e poderão voltar a exigir já nos próximos dias um prémio de risco muito mais elevado pela compra de nova dívida e pela posse das obrigações que já detêm?
Conseguem perceber que, na hipótese absurda de o Governo pedir agora uma reestruturação da nossa dívida, os juros no mercado secundário iriam aumentar imediatamente e deitar a perder mais de três anos de austeridade necessária e incontornável para recuperar a confiança dos investidores, obrigando, isso sim, a um novo programa de resgate e ainda a mais austeridade, precisamente aquilo que vocês dizem querer evitar?
Conseguem perceber que, mesmo na hipótese absurda de os credores oficiais internacionais FMI, BCE e Comissão Europeia aceitarem a proposta, só o fariam contra a aceitação de uma ainda mais dura condicionalidade, ainda mais austeridade?
Conseguem perceber que os credores externos, nomeadamente os alemães, iriam imediatamente responder – Porque é que não começam por vocês próprios?
Os vossos bancos não têm mais de 25 por cento da vossa dívida pública nos seus balanços, mais de 40 mil milhões de euros, e o vosso Fundo de Capitalização da Segurança Social não tem mais de 8 mil milhões de euros de obrigações do Tesouro? Peçam-lhes um perdão parcial de capital e de juros.
Conseguem perceber que, neste caso, os bancos portugueses ficariam à beira da falência e a Segurança Social ficaria descapitalizada?
Nenhum de vós, subscritores do manifesto pela reestruturação da dívida pública, faria tal proposta se fosse Ministro das Finanças. E sobretudo não a faria neste delicadíssimo momento da vida financeira do país. Mesmo sendo uma proposta feita por cidadãos livres e independentes, pela sua projeção social poderá ter impacto externo e levar a uma degradação da perceção dos investidores, pela qual vos devemos responsabilizar desde já. Se isso acontecer, digo-vos que como cidadão contribuinte vou exigir publicamente que reparem o dano causado ao Estado.
Conseguem perceber porque é que o partido que pode ser Governo em breve, liderado por António José Seguro, reagiu dizendo apenas que se deve garantir uma gestão responsável da dívida pública e nunca falando de reestruturação?
Pergunto-vos também se não sabem que uma reestruturação de dívida pública não se pede, nunca se anuncia publicamente. Se é preciso fazer-se, faz-se. Discretamente, nos sóbrios gabinetes da alta finança internacional.
Aliás, vocês não sabem que Portugal já fez e continua a fazer uma reestruturação discreta da nossa dívida pública? Vitor Gaspar como ministro das Finanças e Maria Luis Albuquerque como Secretária de Estado do Tesouro negociaram com o BCE e a Comissão Europeia uma baixa das taxas de juro do dinheiro da assistência, de cerca de 5 por cento para 3,5 por cento. Negociaram a redistribuição das maturidades de 52 mil milhões de euros dos respetivos créditos para o período entre 2022 e 2035, quando os pagamentos estavam previstos para os anos entre 2015 e 2022, esse sim um calendário que era insustentável.
Ao mesmo tempo, juntamente com o IGCP dirigido por João Moreira Rato, negociaram com os credores privados Ofertas Públicas de Troca que consistem basicamente em convencê-los a receber o dinheiro mais tarde.
A isto chama-se um “light restructuring”, uma reestruturação suave e discreta da nossa dívida, que continua a ser feita mas nunca pode ser anunciada ao mundo como uma declaração de incapacidade de pagarmos as nossas responsabilidades.
Sabem que em consequência destas iniciativas, e sobretudo da correção dos défices do Estado, dos cortes de despesa pública, da correção das contas externas do país que já vai em quase 3 por cento do PIB, quase cinco mil milhões de euros de saldo positivo, os credores internacionais voltaram a acreditar em nós. De tal forma que os juros das obrigações do Tesouro a 10 anos no mercado secundário já estão abaixo dos 4,5 por cento.
Para os mais distraídos, este é o valor médio dos juros a pagar pela República desde que aderimos ao Euro em 1999. O valor factual já está abaixo. Basta consultar a série longa das Estatísticas do Banco de Portugal.
E sim, Eng. João Cravinho, é bom lembrar-lhe que a 1 de janeiro de 1999, a taxa das obrigações a 10 anos estava nos 3,9 por cento mas quando o seu Governo saiu, em Outubro desse ano, já estava nos 5,5 por cento, bem acima do valor atual.
É bom lembra-lhe que fazia parte de um Governo que decidiu a candidatura ao Euro 2004 com 10 estádios novos, quando a UEFA exigia só seis. E que decidiu lançar os ruinosos projetos de SCUT, sem custos para o utilizador, afinal tão caros para os contribuintes. O resultado aí está, a pesar na nossa dívida pública.
É bom lembrar aos subscritores do manifesto pela reestruturação da dívida pública que muitos de vós participaram nos Conselhos de Ministros que aumentaram objetivamente a dívida pública direta e indireta.
Foram corresponsáveis pela passagem dos cheques da nossa desgraça atual. Negócios de Estado ruinosos, negócios com privados que afinal eram da responsabilidade do contribuinte. O resultado aí está, a pesar direta e indiretamente nos nossos bolsos.
Sim, todos sabemos que quem pôs o acelerador da dívida pública no máximo foi José Sócrates, Teixeira dos Santos, Costa Pina, Mário Lino, Paulo Campos, Maria de Lurdes Rodrigues com as suas escolas de luxo que foram uma festa para a arquitetura e agora queimam as nossas finanças.
Mas em geral, todos foram responsáveis pela maneira errada de fazer política, de fazer negócios sem mercado, de misturar política com negócios, de garantir rendas para alguns em prejuízo de todos.
Sabem perfeitamente que em todas as crises de finanças públicas a única saída foi o Estado parar de fazer nova dívida e começar a pagar a que tinha sido acumulada. A única saída foi a austeridade.
Com o vosso manifesto, o que pretendem? Voltar a fazer negócios de Estado como até aqui? Voltar a um modelo de gastos públicos ruinosos com o dinheiro dos outros?
Porque é que em vez de dizerem que a dívida é impagável, agravando ainda mais a vida financeira das gerações seguintes, não ajudam a resolver os gravíssimos problemas que a economia e o Estado enfrentam e que o Governo não tem coragem nem vontade de resolver ao contrário do que diz aos portugueses?
Porque é que não contribuem para que se faça uma reforma profunda do Estado, no qual se continuam a gastar recursos que não temos para produzir bens e serviços inúteis, ou para muitos departamentos públicos não produzirem nada e ainda por cima impedirem os empresários de investir com burocracias economicamente criminosas?
Porque não canalizam as vossas energias para ajudar a uma mudança profunda de uma economia que protege setores inteiros da verdadeira concorrência prejudicando as famílias, as PME, as empresas exportadoras e todos os que querem produzir para substituir importações em condições de igualdade com outros empresários europeus?
Porque não combatem as práticas de uma banca que cobra os spreads e as comissões mais caros da Europa?
Um setor elétrico que recebe demais para não produzir eletricidade na produção clássica e para produzir em regime especial altamente subsidiado à custa de todos nós?
Um setor das telecomunicações que, apesar de parcialmente concorrencial, ainda cobra 20, 30 e até 40 por cento acima da média europeia em certos pacotes de serviços?
Porque não ajudam a cortar a sério nas rendas das PPP e da Energia? Nos autênticos passadouros de dinheiros públicos que são as listas de subvenções do Estado e de isenções fiscais a tudo o que é Fundações e Associações, algumas bem duvidosas?
Acham que tudo está bem nestes setores? Ou será que alguns de vós beneficiam direta ou indiretamente com a velha maneira de fazer negócios em Portugal e não querem mudar de atitude?
Estará a vossa iniciativa relacionada com alguns cortes nas vossas generosas pensões?
Pois no meu caso eu já estou a pagar IRS a 45 por cento, mais uma sobretaxa de 3,5 por cento, mais 11 por cento de Segurança Social, o que eleva o meu contributo para 59,5 por cento nominais e não me estou a queixar.
Sabem, a minha reforma já foi mais cortada que a vossa. Quando comecei a trabalhar, tinha uma expectativa de receber a primeira pensão no valor de mais de 90 por cento do último salário. Agora tenho uma certeza: a minha primeira pensão vai ser de 55 por cento do último salário.
E não me estou a queixar, todos temos de contribuir.
Caros subscritores do Manifesto para a reestruturação da dívida pública, desculpem a franqueza: a vossa geração está errada. Não agravem ainda mais os problemas que deixaram para a geração seguinte. Façam um favor ao país – não criem mais problemas. Deixem os mais novos trabalhar.
domingo, 9 de março de 2014
O BELMIRO DA TRETA...
Caro Belmiro;
Eu sei que não vais ler isto, eu sei que até nem vais saber que isto existe, mas eu escrevo-te na mesma. Afinal, quase fomos camaradas, ou já não te lembras dos teus tempos da UDP? É que até sou do Bloco, sabes que a tua UDP hoje faz parte do meu Bloco.Já não é a primeira vez, que nessa só tua confusão mental, insultas os portugueses. É contínuo e sistemáticos esses teus insultos baseados no credo de uma pessoa que parece ter fraca memória do passado, e o teu, meu amigo e camarada, é tão estranho e tão sujo, que quando tu vens falar de sucesso, dá-me vontade de dar gargalhadas.
Ainda me lembro quando as pessoas que tu insultas agora, te olhavam com olhos de orgulho, parecia que dava gosto de dizer que tu eras um empresário de sucesso, e és, mas quanto custou o teu sucesso? O insucesso de muitos daqueles, que durante décadas, foste esmifrando. O teu sucesso tem um nome, trabalhadores da SONAE, aqueles que tu elegantemente chamas …. Improdutivos. Mas sabes de quem é a culpa dessa pouca produção, é tua amigo, é tua. E sabes porquê? Porque no final do mês, tu insultas os teus funcionários com vencimentos degradantes, e isso paga-se com pouca produtividade.
Ainda te lembras quando passaste a perna aos teus colegas da SONAE? Não desta, mas daquela Sonae que tu adquiriste à custa daquela greve em que eles foram na tua cantiga. Quando tu, meu amigo, te fizeste passar por “Chefe” da Comissão de trabalhadores, e eles confiando em ti, foram na tua ladainha. Sabes que foi por causa deles que tu hoje tens o que tens? Sabes que se não fossem eles tu hoje eras reformado de uma empresa qualquer, e quem sabe, ex. dirigente sindical de uma empresa de termo laminados. Mas falas tu, meu amigo, de barriga cheia, porque conseguiste, à conta dos trabalhadores, essa fortuna que tens.
Falas tu de aumentos salariais. Mas à quanto tempo não aumentas os salários dos teus funcionários? É claro que estou a falar dos que trabalham regularmente, não daqueles que estão na tua empresa a parasitar como tu, administradores e diretores, pessoas que nunca “sujaram” as mãos no trabalho, esses são como tu, esperam sempre ganhar à conta dos funcionários. Estou a falar daqueles miúdos que andam a por produtos nas prateleiras, até lixarem as costas, aquelas miúdas giras que são caixas, aqueles que estão atrás dos balcões a vender às comissões, aqueles que sujam as mãos. Pois, a esses não aumentas tu, dás prémios aos amigos e amigos dos teus amigos, dás prémios ao teu miúdo, como fosse ainda o puto que leva a mesada. Aos filhos dos outros, quem sabe daqueles que tu passa-te a perna, não dás nada, só trabalho, e de vez em quando escravo.
Sabes, Belmiro, até compreendo quando pagas mal, pensas que eles, tal como tu, vão por o dinheiro à Holanda, para que a Troika, que tu tanto abençoas-te, não lhe meta as mãos. Mas não Belmiro, não, os teus trabalhadores não podem. Eles com aquilo que tu pagas, têm de pagar as contas, e sem desconto ou abatimento no IRS, sim, porque tu ganhas muito desses abatimentos, graças à tua fundação.
Não quero que tu penses diferente, nem quero que tu te mates a pensar nisto, só peço que tu te cales de vez em quando, ou penses, no mínimo, antes de falares algo que te suje mais. Sabes Belmiro, são os improdutivos que te vão comprar produtos ao Continente, Worten, Sport Zone e inúmeras empresas que tu tenhas, são os improdutivos que colocaram dinheiro na tua empresa a comprar-te obrigações, são os improdutivos que te compram telemóveis e carregam-nos deixando dinheiro na tua empresa. E achas pouco? Sabes, é que se tás tão bem assim agradece aos improdutivos que te deixam todos os dias parte da miséria de salários, que tu e outros como tu, pagam.
Não queiras tu ser mais papista que o papa, resume-te a tua insignificância e mesquinhes, eu e os improdutivos, os que fazem o circo, os palhaços e outros abertamente agradecemos.
Sem mais cumprimentos,
Sandro Rodrigues
sábado, 8 de março de 2014
segunda-feira, 3 de março de 2014
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
O SENHOR SILVA...
O Snr. Silva, foi visitar uma exposição de pinturas e não gostou nada daquilo que viu. Chamou o expositor e disse-lhe que nunca mais o convidasse para ver "aberrações", pois prefere dormir a sua "sesta", a perder tempo com estas "coisas abstratas", que nada dizem. E depois mostrou uma foto de um quadro que ele tem lá no seu quarto de dormir ao expositor, e disse: isto sim ! Isto é que é Arte... Abaixo postamos a foto do quadro que ele mostrou ao expositor:
domingo, 2 de fevereiro de 2014
FAMILIARES, AMIGOS, COLEGAS, CONHECIDOS... VAMOS ADERIR À PRESENTE "PEC" ( PROPOSTA DE EMENDA CONSTITUCIONAL), DE INICIATIVA POPULAR.
Se hoje todos nós temos que trabalhar 35 anos para conquistar a reforma, eles também podem fazer por merecer...
Vamos acreditar que é possível mudar este país. Depende de nós começarmos este movimento, ou então achar que não vale a pena e ficarmos apenas reclamando. Atenção PORTUGAL, tem que ser agora.
É assim que começa:
Peço a cada destinatário para encaminhar esta mensagem a um mínimo de vinte pessoas da sua lista de endereços, e pedir a cada um deles para fazer o mesmo.
Dentro de três dias, a maioria das pessoas em Portugal terá esta mensagem. Esta é uma ideia que realmente deve ser considerada e repassada para o Povo.
LEI DE REFORMA DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA (Emenda à Constituição)
PEC de iniciativa popular:
Lei de Reforma da Assembleia
(proposta de emenda à Constituição)
1. O deputado será assalariado somente durante o mandato. Não haverá 'reforma pelo tempo de deputado', mas contará o prazo de mandato exercido para agregar ao seu tempo de serviço junto ao INSS referente ao seu trabalho como cidadão normal;
2 A Assembleia (deputados e funcionários) contribui para o INSS. Toda a contribuição (passada, presente e futura) para o fundo actual de reforma da Assembleia passará para o regime do INSS imediatamente. Os senhores deputados participarão dos benefícios dentro do regime do INSS, exactamente como todos outros portugueses. O fundo de reforma não pode ser usado para qualquer outra finalidade;
3. Os senhores deputados e assessores devem pagar os seus planos de reforma, assim como todos os outros portugueses;
4 Aos deputados fica vedado aumentar os seus próprios salários e gratificações fora dos padrões do crescimento de salários da população em geral, no mesmo período.
5. Os deputados e seus agregados perdem os seus actuais seguros de saúde, pagos pelos contribuintes, e passam a participar do mesmo sistema de saúde do povo português;
6. A Assembleia deve igualmente cumprir todas as leis que impõe ao povo português, sem qualquer imunidade que não aquela referente à total liberdade de expressão quando na tribuna da Assembleia;
7. Exercer um mandato na Assembleia é uma honra, um privilégio e uma responsabilidade, não uma carreira. Os deputados não devem "servir" mais de duas legislaturas consecutivas;
8. É vedada a actividade de lobista ou de 'consultor', quando o objeto tiver qualquer laço com a causa pública.
Se cada pessoa reenviar esta mensagem para um mínimo de vinte pessoas, em três dias a maioria das pessoas em Portugal receberá esta mensagem.
É ASSIM QUE VOCÊ PODE CONSERTAR A ASSEMBLEIA E OS PARTIDOS.
Se você concorda com o exposto, REPASSE. Caso contrário, basta apagar e dormir sossegado.
Por favor, mantenha esta mensagem CIRCULANDO, para que possamos ajudar a reformar Portugal.
E DEPOIS NÃO VENHAM DIZER QUE OS PORTUGUESES SÓ TÊM A SORTE QUE MERECEM...
Se hoje todos nós temos que trabalhar 35 anos para conquistar a reforma, eles também podem fazer por merecer...
Vamos acreditar que é possível mudar este país. Depende de nós começarmos este movimento, ou então achar que não vale a pena e ficarmos apenas reclamando. Atenção PORTUGAL, tem que ser agora.
É assim que começa:
Peço a cada destinatário para encaminhar esta mensagem a um mínimo de vinte pessoas da sua lista de endereços, e pedir a cada um deles para fazer o mesmo.
Dentro de três dias, a maioria das pessoas em Portugal terá esta mensagem. Esta é uma ideia que realmente deve ser considerada e repassada para o Povo.
LEI DE REFORMA DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA (Emenda à Constituição)
PEC de iniciativa popular:
Lei de Reforma da Assembleia
(proposta de emenda à Constituição)
1. O deputado será assalariado somente durante o mandato. Não haverá 'reforma pelo tempo de deputado', mas contará o prazo de mandato exercido para agregar ao seu tempo de serviço junto ao INSS referente ao seu trabalho como cidadão normal;
2 A Assembleia (deputados e funcionários) contribui para o INSS. Toda a contribuição (passada, presente e futura) para o fundo actual de reforma da Assembleia passará para o regime do INSS imediatamente. Os senhores deputados participarão dos benefícios dentro do regime do INSS, exactamente como todos outros portugueses. O fundo de reforma não pode ser usado para qualquer outra finalidade;
3. Os senhores deputados e assessores devem pagar os seus planos de reforma, assim como todos os outros portugueses;
4 Aos deputados fica vedado aumentar os seus próprios salários e gratificações fora dos padrões do crescimento de salários da população em geral, no mesmo período.
5. Os deputados e seus agregados perdem os seus actuais seguros de saúde, pagos pelos contribuintes, e passam a participar do mesmo sistema de saúde do povo português;
6. A Assembleia deve igualmente cumprir todas as leis que impõe ao povo português, sem qualquer imunidade que não aquela referente à total liberdade de expressão quando na tribuna da Assembleia;
7. Exercer um mandato na Assembleia é uma honra, um privilégio e uma responsabilidade, não uma carreira. Os deputados não devem "servir" mais de duas legislaturas consecutivas;
8. É vedada a actividade de lobista ou de 'consultor', quando o objeto tiver qualquer laço com a causa pública.
Se cada pessoa reenviar esta mensagem para um mínimo de vinte pessoas, em três dias a maioria das pessoas em Portugal receberá esta mensagem.
É ASSIM QUE VOCÊ PODE CONSERTAR A ASSEMBLEIA E OS PARTIDOS.
Se você concorda com o exposto, REPASSE. Caso contrário, basta apagar e dormir sossegado.
Por favor, mantenha esta mensagem CIRCULANDO, para que possamos ajudar a reformar Portugal.
E DEPOIS NÃO VENHAM DIZER QUE OS PORTUGUESES SÓ TÊM A SORTE QUE MERECEM...
sábado, 1 de fevereiro de 2014
NOVO PARTIDO " SS " De Sócrates e Soares...
Foi criado o partido Soares-Sócrates («"alternativa política" de esquerda "Pela Dignidade, pela Democracia e pelo Desenvolvimento"»), em 17-12-2013, para partir a espinha a António José Seguro e recuperar o domínio sistémico total do PS.
O movimento é para as eleições europeias e conta com o alibi de frente de esquerda, a cabeça de cartaz do pretenso intelectual burguês ex-sindicalista Carvalho da Silva (a reincidência de Soares em fazer dele o Lula português já tresanda...), um socratinizado Daniel Oliveira como operacional para os média e a tática populista de Beppe Grillo que Soares vem desempenhando e instrumentalizando Ricardo Araújo Pereira para o... socratismo?!...).
Mas, se correr bem o neopartido continua p'à quebrá, de derrota de Seguro em derrota de Seguro, até à vitória interna de Sócrates - que António Costa quer é ser Presidente. O neopartido não quer ganhar as eleições europeias, apenas dividir o PS troikano. No fim do processo, é tudo federado no PS socratino radical, seguindo o modelo da Plataforma de Esquerda que foi engolfada maioritariamente pelo guterrismo.
Seguro está condenado com a sua estratégia de neutralidade tem-te-não-caias face ao socratismo. O cerco mediático através do clown hype de Soares e da colocação, na RTP e noutros meios controlados por editores de confiança, de peões sistémicos (José Sócrates, Vítor Ramalho, Pedro Adão e Silva, Pedro Silva Pereira, Pedro Marques Lopes, etc.), esganá-lo-á.
O movimento é para as eleições europeias e conta com o alibi de frente de esquerda, a cabeça de cartaz do pretenso intelectual burguês ex-sindicalista Carvalho da Silva (a reincidência de Soares em fazer dele o Lula português já tresanda...), um socratinizado Daniel Oliveira como operacional para os média e a tática populista de Beppe Grillo que Soares vem desempenhando e instrumentalizando Ricardo Araújo Pereira para o... socratismo?!...).
Mas, se correr bem o neopartido continua p'à quebrá, de derrota de Seguro em derrota de Seguro, até à vitória interna de Sócrates - que António Costa quer é ser Presidente. O neopartido não quer ganhar as eleições europeias, apenas dividir o PS troikano. No fim do processo, é tudo federado no PS socratino radical, seguindo o modelo da Plataforma de Esquerda que foi engolfada maioritariamente pelo guterrismo.
Seguro está condenado com a sua estratégia de neutralidade tem-te-não-caias face ao socratismo. O cerco mediático através do clown hype de Soares e da colocação, na RTP e noutros meios controlados por editores de confiança, de peões sistémicos (José Sócrates, Vítor Ramalho, Pedro Adão e Silva, Pedro Silva Pereira, Pedro Marques Lopes, etc.), esganá-lo-á.
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
PORTUGAL É UM PAÍS EMPOBRECIDO...
Portugal é um país empobrecido, deprimido, desmotivado e humilhado.
Um país de futuro incerto, um país depauperado.
Dizem os entendidos que a culpa vem daqui, dali ou de acolá…...
Poderá ser; contudo, aquilo que me parece é que o sistema está completamente minado e apodrecido, tomado e dividido pelas várias seitas e confrarias que se vão sucedendo e pontificando, sangrando a presa até à exaustão, fingindo que nos vão governando.
Já foi proclamado o fim da História, o fim da Arte, o fim das Ideologias.
Parece que agora estamos no fim de um modelo político senão mesmo civilizacional.
A desconfiança dos cidadãos em relação à classe política e ao modelo de representação parlamentar, não é de hoje.
Reportemo-nos a Eça de Queiroz (por exemplo) que o zurzia quanto podia, fosse sob a forma de epístola, romance ou crónica. Também Camilo o satirizou em “A queda de um anjo”, onde evidencia as malhas que o poder tece ou como o poder corrompe. Muitos outros o fizeram (também) antes e depois.
“A eleição nunca traduz a vontade dos cidadãos; os deputados, em todas as circunstâncias, procedem a seu bel-prazer individual e só se prendem com o medo que os rivais lhes inspiram e nunca com as considerações devidas aos seus eleitores. Os ministros governam o país e o parlamento e, em vez de se subordinarem a estes, recebendo a orientação que devem imprimir aos seus actos, vão, pelo contrário, impor a sua vontade ao parlamento e à nação.”*
A corja está ufana, a corja canta vitória. O país está a recuperar…
Como e à custa do quê e de quem?
Que país emergirá depois deste cataclismo?
Não terá nome aquilo que disto sobrar…
E que “o bom povo português” que de uma forma alheada e ensimesmada vai aguentando todas as ofensas e humilhações, senão o fizer de outra maneira, pelo menos que se manifeste nas próximas eleições.
São tempos de regressão aqueles que vivemos.
Não é apenas um problema de Portugal, é uma questão civilizacional.
Um país de futuro incerto, um país depauperado.
Dizem os entendidos que a culpa vem daqui, dali ou de acolá…...
Poderá ser; contudo, aquilo que me parece é que o sistema está completamente minado e apodrecido, tomado e dividido pelas várias seitas e confrarias que se vão sucedendo e pontificando, sangrando a presa até à exaustão, fingindo que nos vão governando.
Já foi proclamado o fim da História, o fim da Arte, o fim das Ideologias.
Parece que agora estamos no fim de um modelo político senão mesmo civilizacional.
A desconfiança dos cidadãos em relação à classe política e ao modelo de representação parlamentar, não é de hoje.
Reportemo-nos a Eça de Queiroz (por exemplo) que o zurzia quanto podia, fosse sob a forma de epístola, romance ou crónica. Também Camilo o satirizou em “A queda de um anjo”, onde evidencia as malhas que o poder tece ou como o poder corrompe. Muitos outros o fizeram (também) antes e depois.
“A eleição nunca traduz a vontade dos cidadãos; os deputados, em todas as circunstâncias, procedem a seu bel-prazer individual e só se prendem com o medo que os rivais lhes inspiram e nunca com as considerações devidas aos seus eleitores. Os ministros governam o país e o parlamento e, em vez de se subordinarem a estes, recebendo a orientação que devem imprimir aos seus actos, vão, pelo contrário, impor a sua vontade ao parlamento e à nação.”*
A corja está ufana, a corja canta vitória. O país está a recuperar…
Como e à custa do quê e de quem?
Que país emergirá depois deste cataclismo?
Não terá nome aquilo que disto sobrar…
E que “o bom povo português” que de uma forma alheada e ensimesmada vai aguentando todas as ofensas e humilhações, senão o fizer de outra maneira, pelo menos que se manifeste nas próximas eleições.
São tempos de regressão aqueles que vivemos.
Não é apenas um problema de Portugal, é uma questão civilizacional.
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Eu gostava de saber que jogo de semântica é este dos políticos que não sabem fazer mais nada do que fazer jogos de semântica para enganar toda a gente. Será que ter mais 1 deputado do que o PSD/CDS é ter uma vitória estrondosa, ao ponto de o governo se sentir chegado ao fim ? Nas eleições de 2009 o PS teve 44% nas europeias e nestas teve apenas 31,46%. O presente governo teve que impor medidas drásticas para sair da m.e.r.d.a. em que o PS deixou o País e o presente governo apenas teve menos um deputado em relação ao PS. Afinal, o que é que o PS ganhou ? Perdeu 13,46% dos votos em relação a 2009 e ganhou apenas mais um deputado em 2014. Mas que grande vitória !!!!!
E se estes "políticos", sem exceção, fossem todos apanhar no "ass" ? Eu digo sem exceção por que são todos iguais, ou seja: jogam todos na semântica só para enganar o povo.
Senhor Seguro e Snrs Líderes de todos os partidos: o povo está farto das vossas incompetências, desonestidades, roubalheiras e jogos de semântica...
Os 66,3% de abstenção quer dizer que o povo está-se borrifando para todos vós, pois sois todos a mesma "shit". Vocês sois a escória da humanidade