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domingo, 31 de outubro de 2010

REFORMA AOS 67 MAS SÓ HÁ TRABALHO ATÉ AOS 47...





















A HIPOCRISIA DOS POLÍTICOS E GOVERNANTES


Fartam-se de "Faladrar" que o estado social não aguenta a pedalada, que tem que se cortar nas pensões abaixo de 500 euros, não de 500 para cima, aumentar a idade da reforma, aumentar as taxas moderadores e reduzir a comparticipação nos medicamentos; cortar nos subsídios de desemprego, abono de família, etc., e por aí fora...
Se se aumentar a idade da reforma para os 67 e os trabalhadores só conseguirem arranjar emprego até aos 47, há aqui uma "gap" de 20 anos que alguém tem de pagar. Se o governo quer pagar menos anos de reforma vai ter que pagar mais anos de subsídio de desemprego. Alternativamente, muda-se de profissão e vira-se "Assaltante de Bancos" para preencher essa "gap".
É engraçado que os "franceses" reformam-se aos 60 e o governo quer agora subir para os 62. Os franceses decidiram fazer greve por que o governo quer engordar mais, tirando mais carne aos que já pouca ou nada têm.
Mas, nós, os portugueses, aguentamos estas "barbaridades" com pachorra e resignação.
Cambada de FDP



sábado, 30 de outubro de 2010

A VERGONHA DA NAÇÃO...







Precisamos de vender este cantinho-à-beira-mar-plantado, caso contrário estamos fornicados.
A vergonha da Nação, depois do 25 de Abril de 1974.
Mais palavras para quê ?




































NOVO HINO NACIONAL

Heróis do mar
Pobre povo
Nação doente e imortal
Expulsai os tubarões
Exploradores de Portugal
...Entre as burlas, sem vergonha
Ó Pátria
Cala-lhe a voz
Dessa corja tão atroz
Que há-de levar-te à miséria
P'ra rua, p'ra rua
Quem te está a aniquilar
P'ra rua, p'ra rua
Os que só estão a chular
Contra os burlões
Lutar, lutar

sábado, 9 de outubro de 2010

ADIVINHA QUEM É O AMIGO DE CAVACO, DO PSD E DE CABO VERDE ?









 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A ADIVINHA DO DIA
         
0 - Tem um processo em curso de investigação
1 - Negou coisas que o seu chefe disse
2 - Esteve muito ligado ao PSD
3 - Sabe fazer umas cantarolas
4 - Também sabe jogar golfe
5 - Desde há uns meses nunca mais se ouviu falar dele
De quem falamos ????
(...ver resposta abaixo ...)
Resposta:
- DIAS LOUREIRO!...
A viver actualmente à grande e à fartazana em Cabo Verde,saboreando umas mulatinhas de olhos verdes...
É o dono do maior Resort Turístico da Ilha do Sal...
( ... é aquela ilha, daquele país africano onde o BPN criou umas "sucursais" e um banco mais ou menos virtual, com que se faziam umas operações de lavagem e fugas ao fisco, etc. etc... )
PS: ALGUÉM O VÊ NA NOSSA IMPRENSA ? COMEM TODOS DA MESMA GAMELA... PQOP
O que nos leva a pensar tal esquecimento..?
Como vêem é fácil fazer esquecer um roubo
superior a mais de 4 mil milhões de euros,
quando se tem amigos...por todo o lado...
até em Belém!
    

quinta-feira, 7 de outubro de 2010



CLARA FERREIRA ALVES vs MÁRIO SOARES


"Tudo o que aqui relato é verdade. Se quiserem, podem processar-me.



Eis parte do enigma. Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana, para a voz da rua.



A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante uma longa carreira politica. A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo de Paris.



A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma "brilhante" que se viu o processo de descolonização.



A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia.



A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiência governativa.



A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros.



A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os "dossiers"...



A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo.



A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais.



A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a Emaudio, com "testas de ferro" no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais.



A lucidez que lhe permitiu utilizar a Emaudio para financiar a sua segunda campanha presidencial.



A lucidez que lhe permitiu nomear para Governador de Macau Carlos Melancia, um dos homens da Emaudio.



A lucidez que lhe permitiu passar incólume ao caso Emaudio e ao caso Aeroporto de Macau e, ao mesmo tempo, dar os primeiros passos para uma Fundação na sua fase pós-presidencial.



A lucidez que lhe permitiu ler o livro de Rui Mateus, "Contos Proibidos", que contava tudo sobre a Emaudio, e ter a sorte de esse mesmo livro, depois de esgotado, jamais voltar a ser publicado.



A lucidez que lhe permitiu passar incólume as "ligações perigosas" com Angola, ligações essas que quase lhe roubaram o filho no célebre acidente de avião na Jamba (avião esse transportando de diamantes, no dizer do então Ministro da Comunicação Social de Angola).



A lucidez que lhe permitiu, durante a sua passagem por Belém, visitar 57 países ("record" absoluto para a Espanha - 24 vezes - e França - 21), num total equivalente a 22 voltas ao mundo (mais de 992 mil quilómetros).



A lucidez que lhe permitiu visitar as Seychelles, esse território de grande importância estratégica para Portugal, aproveitando para dar uma voltinha de tartaruga.



A lucidez que lhe permitiu, no final destas viagens, levar para a Casa-Museu João Soares uma grande parte dos valiosos presentes oferecidos oficialmente ao Presidente da Republica Portuguesa.



A lucidez que lhe permitiu guardar esses presentes numa caixa-forte blindada daquela Casa, em vez de os guardar no Museu da Presidência da República.



A lucidez que lhe permite, ainda hoje, ter 24 horas por dia de vigilância paga pelo Estado nas suas casas de Nafarros, Vau e Campo Grande.



A lucidez que lhe permitiu, abandonada a Presidência da Republica, constituir a Fundação Mário Soares. Uma fundação de Direito privado, que, vivendo à custa de subsídios do Estado, tem apenas como única função visível ser depósito de documentos valiosos de Mário Soares. Os



mesmos que, se são valiosos, deviam estar na Torre do Tombo.



A lucidez que lhe permitiu construir o edifício-sede da Fundação violando o PDM de Lisboa, segundo um relatório do IGAT, que decretou a nulidade da licença de obras.



A lucidez que lhe permitiu conseguir que o processo das velhas construções que ali existiam e que se encontrava no Arquivo Municipal fosse requisitado pelo filho e que acabasse por desaparecer



convenientemente num incêndio dos Paços do Concelho.



A lucidez que lhe permitiu receber do Estado, ao longo dos últimos anos, donativos e subsídios superiores a um milhão de contos.



A lucidez que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de quinhentos mil contos, do Governo Guterres, para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifico cedido pela Câmara de Lisboa.



A lucidez que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador e Presidente.



A lucidez que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse um gabinete, a que tinha direito como ex-presidente da República, na.... Fundação Mário Soares.



A lucidez que lhe permite que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria.



A lucidez que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente era... João Soares.



A lucidez que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o director do "Público", José Manuel Fernandes, a investigação jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema.



A lucidez que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole Fontaine.



A lucidez que lhe permitiu considerar José Sócrates "o pior do guterrismo" e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse.



A lucidez que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre, para concorrer às eleições presidenciais mais uma vez.



A lucidez que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista.



A lucidez que lhe permitiu ler os artigos "O Polvo" de Joaquim Vieira na "Grande Reportagem", baseados no livro de Rui Mateus, e assistir, logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista.



A lucidez que lhe permitiu passar incólume depois de apelar ao voto no filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas.



No final de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares? Resta um punhado de momentos em que a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai.



Vai.... e não volta mais."



Clara Ferreira Alves



Expresso

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

ASSASSINATO DE AGRICULTORES "BOERS" NA ÁFRICA DO SUL...



Daffeu, Koos, 46, 2010-08-03, farmer/contractor at Medupi electricity plant, executed in ambush, farm Lith, outside Ellisras.
A Solidarity trade union spokesman and the SAPS have both confirmed Koos Daffeu, 46, an Ellisras farmer, building contractor,and Solidarity trade unionist, was shot dead execution style in an ambush, about 5km outside Ellisras. He was enroute to work in the morning when he was ambushed by a group of attackers who fired on the unarmed man and wounded him. The injured Afrikaner farmer chased away in his vehicle but crashed it 500 meters down the road. His attackers had followed him - and executed him. Initial reports do not indicate whether anything was “robbed’ and police said there was ‘no known motive’. Sapa also confirmed that the Ellisras/Lephalale farmer was killed in an ambush: reporting that the 46-year-old farmer wasenroute to his farm Lith at 5:45am Tuesday morning, quoting Limpopo police Lt.Col. Ronel Otto. "Preliminary investigations indicate that he was ambushed at a low water bridge on a dirt road. Several shots were fired at his vehicle from unknown suspects who were standing next to the road. Daffeu kept on driving but his vehicle overturned near a T-junction approximately 600m from the bridge," said Otto. Police believe that Daffeu was shot another five times after his vehicle overturned. He was found dead on the scene with bullet wounds to his upperbody. Five spent cartridges from a 9mm pistol were found on the scene. Additional spent cartridges were found near the bridge, where the first shooting happened. "The suspects are not known, but tracks on both crime scenes indicate that more than one suspect could be involved. It is believed that the suspects fled the scene in a vehicle," said Otto. Source Sapa /ts/gj Date : 03 Aug 2010 10:24 SAPA Story ID 3132396 CRIME-LEPHALALE:LEPHALALE FARMER KILLED IN AMBUSH

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O SANTO DUARTE LIMA...




Quinta-feira, Setembro 16, 2010

Separados à nascença?... Ou... Juntos em breve?
Alguns acharão que este "Separados à nascença" é mauzinho e até cruel.


São os mesmos que acham que o Duarte Lima é um santo.

O que é que eu hei-de dizer? Sim, é verdade que o Sôr Duarte Lima foi um dos fundadores da Associação Portuguesa Contra a Leucemia. Mas será que isso faz dele um santo?

Este tipo é um pequeno milionário. Sendo um pequeno milionário, pode dar-se ao luxo de despender uma parte do seu tempo em obras de beneficência: é bonito, fica bem, leva palmadinhas nas costas e enche o ego!

Agora... como é que foi que ele ficou assim tão rico? Essa é que é a questão!

Não foi por acaso que, entre 1994 e 1996, o Independente fez uma série de capas sobre este senhor: ‘Casa Cheia’, ‘Obra-Lima’, ‘A Lista de Lima’, ‘Imposto de Lima’, ‘Lima 33’, ‘Aspilima’ e, last but not least, ‘Mentes Lima’ (como nos relembrou o CM a 29.Agosto).

Ainda segundo o CM: Lima desmente todas as suspeitas, mas suspende a liderança da bancada parlamentar e pede à Procuradoria-Geral da República que investigue a sua vida económica e fiscal. [...] O processo é arquivado em 1997. O Ministério Público não encontra matéria para o levar a julgamento, embora não explique a origem dos rendimentos de Duarte Lima.

O ‘Expresso’ divulga o que foi apurado no processo: entre 1986 e 1994, foram depositados mais de um milhão de contos (cerca de cinco milhões de euros) em contas bancárias de Duarte Lima, sendo que este declarou 180 mil contos (900 mil euros) para efeitos fiscais. Lima era titular de 35 contas em seu nome e de familiares ou amigos, que foram usadas para pagar bens. Mas não se apura qualquer crime. [...]

Duarte Lima chega a ter o desplante de declarar: "Ficou provado que o cidadão Duarte Lima não praticou nenhum acto, enquanto político, do qual tivesse qualquer benefício material ou até relevância no domínio económico-financeiro ou fiscal".

Na realidade o que aconteceu foi que não se conseguiu provar o contrário... enfim, é uma questão de semântica. E é este tipo que me querem enfiar como sendo uma "boa pessoa"?

Duarte Lima é, per se, a definição de "crime de enriquecimento ilícito" e é por estas histórias todas que eu, lamento, mas não estou cheinho de pena dele. Ponto final; parágrafo.

A seu favor, tem, apesar de tudo, o facto de - segundo o colega de bancada Ângelo Correia - ter chateado bastante o Soares, enquanto era deputado do PSD, o que já o faz subir uns pontos na minha consideração. Mas daí a ter alguma simpatia pelo homem... vai um grande passo!

Relativamente ao Caso Feteira. Aqui no Muito suave, não sabemos se Duarte Lima teve ou não alguma coisa a ver com o assassinato da Rosalina Ribeiro.

Até ver... o homem é inocente. Um dos pilares do nosso sistema judicial é a presunção da inocência. Esclarecidos?

Por outro lado, não há dúvida de que a versão que o Duarte Lima tem vindo a dar, aos bochechos, soa a uma "estória" muito mal contada.

É no mínimo muito estranho que um sujeito com um excelente percurso académico, e que é considerado um brilhante advogado, comece a ter lapsos de memória a partir do momento em que uma cliente sua é assassinada...

Por outro lado, e como disse e muito bem o Miguel Júdice, se os 6 milhões de euros não são honorários, então não são dele, e deve devolvê-los.

Assim sendo, é bom que responda como deve de ser às perguntas da Polícia Brasileira... senão...

Senão ainda é mesmo capaz de ter de compartilhar a cela com o Luis Militão!
Publicada por Pericles Pinto em 7:15 PM

domingo, 29 de agosto de 2010

DIÁLOGO ENTRE O GOVERNO E JESUS...


Diálogo entabulado:


GOVERNO: Jesus, estou totalmente arrependido e gostaria de redimir os meus pecados.



Jesus: Está bem. Que tens feito?



GOVERNO: Depois de estes meus anos de governo, sem ter sido eleito, estou a deixar o povo arruinado e na miséria...



Jesus: Dê graças ao Pai!



GOVERNO: Traí o povo que me deu os seus votos!



Jesus: Dê graças ao Pai!



GOVERNO: Economizei, para além dos limites, verbas de comissões que poderiam ser aplicadas na Saúde, na Educação, na Segurança Social, etc. etc., as quais foram encher os meus bolsos e de alguns boys do meu governo.



Jesus: Dê graças ao Pai!



GOVERNO: Comprei carros topo de gama para os meus ministros, para os magistrados e outros tantos para muitos directores incompetentes da república ...



Jesus: Dê graças ao Pai!



GOVERNO: Protegi as roubalheiras do Delfin Neves, dos irmaõs Monteiro, do Carlos Tiny e tantos outros...



Jesus: Dê graças ao Pai!



GOVERNO: Pus à frente dos Ministérios autênticos alarves, que só fizeram burricadas



Jesus: Dê graças ao Pai!



GOVERNO: Mancomunei-me com o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, com o Procurador Geral da República e outros tantos biltres de igual igualha, para que dessem cobertura às minhas manigâncias...



Jesus: Dê graças ao Pai!



GOVERNO: Meti-me naquela alhada da venda das acções da Enco, da Rosema, da compra do barco para o Príncipe, e em outras tantas que não vale a pena enumerar...



Jesus: Dê graças ao Pai!



GOVERNO: Dei apoio ao maior bandido da república e os maiores preguiçosos da república que só querem tachos e bons salários...



Jesus: Dê graças ao Pai!



GOVERNO: Mas, Jesus, estou realmente arrependido e a única coisa que Vós tendes para me dizer é: "Dê graças ao Pai"?



Jesus: Sim, agradece ao Pai por eu estar aqui pregado na cruz, porque senão desceria dela para te encher de porrada, seu traidor, ladrão sem vergonha, mentiroso, golpista, corrupto, aproveitador!!!...Vai trabalhar, vagabundo!!!!!

domingo, 15 de agosto de 2010

LUANDA DE LUXO...


Luanda de luxo

Desponta em Luanda uma nova sociedade angolana que, entre festas e champanhe, vive do petróleo, dos diamantes e de negócios multimilionários


FESTA. Há quem viva entre recepções oficiais nos jardins da Cidade Alta e galas no palácio oficial do Presidente.
Para trás ficam os que nada têm, num país em que a taxa de desemprego é de 80%.
Hoje há festa em Luanda. Hoje, um dia qualquer. Um bebé nasceu entre o lixo, próximo de um esgoto a céu aberto, alguém atirou uma lata de «gasosa» para um chão imundo, alguém lhe deu um pontapé, alguém a recolheu para vender no mercado da sobrevivência, alguém caiu de um prédio sem varanda, sem água, sem luz, cheio de nada, cheio de gente, construído em altura, como em extensão se construíram quilómetros de barracas instáveis e insalubres, chamados musseques. Todos no âmago desta Luanda, uma camisa-de-forças recheada de automóveis, quase tantos como os buracos das suas ruas. Esta Luanda encerra toda a Angola, encerrando-se da Angola que resta. A assimetria entre a capital e as províncias é enorme. E parece menor se comparada com as paralelas assimétricas que dividem os ricos inacreditavelmente ricos, os inacreditavelmente-novos-ricos e os pobres, ainda inacreditavelmente mais pobres, de Luanda. Hoje, alguém morreu de cólera, de paludismo, alguém arrasta feridas de guerra pela cidade, vende cigarros na rua, lava o corpo na lama, chora ausências de nutrição, procura comida na lixeira, foi assaltado por um miúdo, bebeu de mais, fumou de mais, abusou, foi abusado, encontrou mais uma jazida de diamantes, inaugurou mais uma torneira de petróleo. E alguém terá de abandonar o musseque com a família às costas, a fugir das águas da chuva, do polícia que lhe diz para parar, para pagar, «pentear», dar «gasosa», a correr de encontro à fome que já tinha, nos dias pesados do calor, sem mais nada que isso, só uma estranha alegria que faz o angolano sempre sorrir. «Estamos sempre a subir». Tão certo como o contrário.

Nessa noite, cansada de trabalhar, cansada porque não tem trabalho, sem coragem para levantar-se entre os despojos do seu caos, essa Luanda estava incapaz de comparecer ao evento. Fazia anos - não seria elegante dizer quantos - Isabel dos Santos, primogénita do Presidente José Eduardo dos Santos, que escolheu o Miami, um bar da moda na ilha de Luanda, do qual é sócia, para celebrar com coisa de setecentos amigos chegados. Todos os convidados, escrutinados por um pelotão de seguranças, deviam vestir de branco. Abaixo do bar, numa enorme tenda sobre a areia da praia, seria servido o jantar. Ao lado, separado por um passadiço, brilhava a jóia da coroa, o bolo de anos, num altar envolto em arranjos florais. Por trás, fogo de artifício para a primeira fatia do bolo. Um grupo de «capoeira» articulava-se onde podia. Seguranças ofereciam olhares atentos, absolutamente convencidos do seu estado incógnito. Os convidados sacudiam o protocolo. «Boa party», dizia o novo ao velho, olhos à deriva. «Estas damas não são do teu campeonato», advertiu o «cota».

Isabel chegou dentro de um vestido em fundo branco, com estampado exclusivo de flores magenta e rosa - evidente como uma piscina olímpica no deserto - com Sindika Dokolo, o marido, filho de um banqueiro congolês, herdeiro prematuro da condição de milionário. Em séquito, abriram alas vagarosamente, consentindo que os desfrutassem. Três amigas aproximavam-se a grande velocidade, instáveis em salto alto, voando para um abraço cúmplice. «Huammm!!!» Beijo na bochecha da filha do Presidente. «Parabéns, querida! O teu vestido é lindo. Estás boa?» Tudo indicava que sim. «Ainda bem que vieste», disse Isabel. «Ya. Como é que eu ia faltar?!», declarou a amiga. As outras duas, de sorriso aberto, espreitavam com os queixos em posição oftalmológica nos seus ombros. Que desculpassem, Isabel tinha afazeres protocolares.

Depois de um jantar bem regado, com interrupções fotográficas para a «Caras» angolana, decorria animadíssima a noite. Ocasião para iniciar a travessia para o bolo. Champanhe ao alto à saúde de Isabel, uma das empresárias mais poderosas de África, movendo-se em áreas multimilionárias como o petróleo ou os diamantes. Na última visita a Angola, o primeiro-ministro José Sócrates elogiou o seu empreendedorismo, endereçando-lhe convite para ministrar em Lisboa uma conferência sobre dinamismo empresarial. Talvez fosse aí o momento para explorar a contradição destes números: crescimento da economia angolana ao ano - 18 por cento; taxa de desemprego - 80 por cento. Ali, não era de certeza. Explodira alegria e fogo de artifício. O bolo de aniversário tinha agora um cenário de chuva brilhante, que iluminava o mar e os guardas que no pontão embalavam metralhadoras kalashnikovs.

Descera a madrugada em arromba. Os mais idosos começavam a desistir. Entravam outros, «party-people», «subjet-set» generalistas, a arejar as narinas com leques coloridos, envergando óculos panorâmicos, próprios para o amanhecer na pista. Excelente média de empresário por metro quadrado. O Mister África 2007, que agora chegava, cruzava-se com um deputado, de saída. A sociedade emergente desfilava, celebrando-se. O Miami era agora uma mini-Ibiza. O balcão do bar segurava um amontoado de gente, escorriam suores na pista, corpos apertavam-se, soltava-se África. Com a luz da manhã, os resistentes abandonaram.

À tarde, na esplanada de um restaurante chinês, na ilha de Luanda, hoje mais uma península, a cidade aparecia de novo deslumbrante, a coberto da distância, só interrompida por barcos de pesca rudimentares ou pelos iates que balouçavam ancorados. Câmara, luzes, acção: «Incrível! Como é que pode?», frase da Melhor Actriz angolana de telenovelas 2006, Tânia Bwity. Decorria a gravação da próxima telenovela da Televisão Pública de Angola, de título «Crime e Punição» - nada de Dostoievski -, sob direcção e argumento de Aloísio Filho, brasileiro, contente por ali estar, a bordo de um carro-digital com um estúdio móvel do mais moderno que é possível. «Incrível! Como é que pode?» Take 2. Os artistas, diz Tânia, são em muitos sentidos o espelho convexo da Angola que se mostra ao mundo, e ópio para os 12 milhões no anonimato, que usa quilómetros de puxadas de fios eléctricos só para os ver. «Incrível! Como é que pode?» Take 3. A avaliar pelo cenário, nada de errado.
A luz do dia começou a esconder-se. Do outro lado, Luanda adquiria brilho, camuflada sob as luzes de uma urbanidade que não tem. Esconde tantos segredos esta cidade, tantas singularidades, um fosso social que determina tudo ou nada, onde bolina uma classe média tímida, em boa parte expatriados ao serviço de multinacionais. Dizia alguém à Rádio Nacional sobre o problema dos buracos, que entopem o que está sobrelotado: «Como resolver o problema? Comprando um jipe.» Faz isto tanto sentido como a insegurança ser um excelente negócio para quem vende a segurança. Ou como estradas tão más entre províncias resultam num enorme estímulo para as companhias de aviação privadas. Angola está em bruto, como um diamante, mas não sofre de ingenuidade.

De modo que se torna difícil massificar as modas internacionais, enquanto na rua há miúdos a coçar os piolhos, ou democratizar o luxo num universo transversal que habita condomínios de pobreza. Luanda é uma festa de crianças onde poucos têm altura para chegar à caixa das bolachas. É, portanto, o que é. Mas é também o inverso. Sol e alegria, desprendimento, ruído, vida vivida rápido, «ya» e «tásse bem». O ritmo vagaroso é apressado. A sua pressa tem muito tempo. O tempo tem relógios à venda, a bom preço nos zungueiros (vendedores de rua), directamente de um retalhista da R.D. do Congo. Que «take» reservará o futuro?

Se for da moda angolana, ao fundo está um sorriso. Os estilistas de Luanda, em processo de internacionalização, são como uma S.A. que se exporta, importando tecidos para as suas criações. Há tradicionalistas, retro-vanguarda, corte clássico, puristas, tribalistas, neoliberais, esquerda «fashion», os que estudaram Gestão em Lisboa, outros advocacia em Londres, uns que tiveram educação nos EUA, outros ali mesmo. Todos tomaram novo curso neste sector específico do universo amplo da futilidade. E há Shunnoz Tião, transcendência, antigo estudante de Psicologia, autoproclamado inventor da Pensologia, segundo o autor, uma espécie de corrente intelectual, com artes de igreja alternativa. «Não somos nada», diz Tião. «Não somos carne», diz Tião. Tião, contudo, desenha roupas para a carne que as pode comprar, vive da carne onde passeiam os exemplares com a sua assinatura. Com Tekassala, parceiro de ateliê, foram os Estilistas do Ano em Angola. Hoje, para encontrá-los é preciso viajar para as grandes capitais europeias, nas teias da globalização. O mesmo aconteceu com Rucka Santos. A sua loja, UNYKA, vende a exclusividade que o dinheiro pode comprar. Rucka organizou recentemente o espectáculo de Missy Elliot, embaixadora multimilionária do «rap» americano, que veio a Luanda ver como Angola é pobre entre o aeroporto e a sala de espectáculos. «Ela ficou muito impressionada com as mulheres com a fruta à cabeça», diz Rucka.

«O mercado é reduzido, mas abastado», garantem. Tanto vai ao cabeleireiro a Paris, como lhe pode apetecer comprar-lhes uma colecção inteira e deixar o troco. Na «chaise longue» social, essa Luanda é como se fosse a capital do paraíso, pequeníssima, tão real como a outra, imensa e submissa, atada de pés e mãos como um gigante em Liliput. A sobrevoar a cidade num helicóptero particular, em direcção ao iate, na travessia para uma mansão, nem se notam as evidências. Os grandes problemas tornam-se pequenos, minúsculos, ínfimos. E desaparecem, voando para longe na nuvem doce de um Cohiba à brisa da utopia.

Vive em Luanda uma cidade cor-de-rosa, de festas, brindes à saúde dela própria, em pose para a «Caras», por acaso propriedade de Tchizé dos Santos, filha do Presidente. O angolano tem natureza vaidosa, gosta de exibir. A «Caras» dá os «high-lights» de tudo a quem nada tem. Os luxos, as recepções oficiais nos jardins da Cidade Alta, no palácio oficial do Presidente, as galas, as festas no Mussulo, recanto paradisíaco de Luanda Sul, navegando para lá nos seus iates, trajando lantejoulas e «smokings», com vista para uma cidade feroz, nas ruas de outra realidade.

Não seria por isso que Luís «Dufa» Rasgado, destacado empresário de Benguela, com vínculo ao MPLA, deixaria de assinalar o seu 60.º aniversário. A sociedade das aparências - ou das evidências - celebrava mais uma noite. Dizia no convite para se usar indumentária adequada, as melhores jóias, um «je ne sais quoi» de qualquer coisa, fosse o convidado pele de lobo em cordeiro ou exactamente o contrário. Fosse como fosse, ao entrar deixaram para trás uma rua cheia de guardas. E estes deixaram para trás as barracas e os milhões que nelas habitam, que deixaram para trás a província, as origens, longe, em sítios onde hoje só moram os velhos e a incapacidade de voltar. Para trás, musseque e pobreza. Para a frente, acepipes.

Gin-tónico, talvez? Whiskie irlandês com duas pedras de gelo purificado? Uma cervejinha importada a estalar? Salgadinho? O aniversariante, de «smoking» branco, da mesma cor do seu sorriso, estava à porta do Endiama, uma casa colonial de luxo no bairro de Miramar, onde fica a residência não-oficial do Presidente, assim como a «Casa Branca», que foi morada de Jonas Savimbi, líder defunto da UNITA. Abraço, beijo, agradecimentos pela comparência. «O trânsito está um inferno», atirou uma convidada, acertando a traseira do vestido, por onde escapava um pedaço de roupa interior. «Não se pode», devolveu outra, irrepreensível em corte clássico sobre camisa de folhos, penteado de fixação improvável.

Muito difícil o trânsito na cidade. Se chove, pior. Os assaltos também não ajudam. Luanda foi desenhada para 500 mil pessoas. Tem hoje mais de cinco milhões. Nada flui. Só os mil esquemas que a rua oferece. Aliás, vende. Nada é de graça. Tudo se paga. Tudo falta. Tudo se arranja. Só os limitados conhecem como são duros os limites. E guardam isso para eles, como se guardassem um segredo. Os que navegam na zona franca do «cash-flow» saboreiam esta nova Angola que superou o colonialismo português, mas não o arrumou, que saiu de uma longa guerra civil, mas não sarou todas as feridas, que tem abundância de petróleo e diamantes e transborda pobreza a cada rua. E transborda riqueza, como certa roupa interior num vestido apertado.

É a Angola dos descendentes da ascendência, ínfima minoria. Alto negócio, carro de luxo, charuto, helicóptero, iate e champanhe, apartamento na cidade e casa no campo, da política de relacionamentos, do apetite sôfrego das economias internacionais. Crescem em Luanda prédios moderníssimos, esguios por questões de propriedade privada e valor de metro quadrado numa das cidades mais caras do mundo. Mas os passeios e as estradas em redor são feitos de buracos públicos. As chinelas havaianas que nelas passeiam - baptizadas «facilitas» -, tornaram-se mito, calçaram todos os pés, foram augúrio de modernidade. Mas os pés continuam sujos. E nada podem, caso se cruzem na rua com os pneus de um jipe topo de gama. O trânsito estava um inferno? Provável.
Os convidados integravam-se, escorriam pela cerimónia, mais descontraídos, segurando copos, descrevendo círculos. Uma bola gigante multimédia assinalava o evento: «Parabéns Dufa». Perto das mesas alongava-se um «buffet». Carnes, peixes, mariscos, frios, quentes, dentro de enormes caixas de cobre com tampa deslizante, para manter à temperatura exacta a comida. O vinho tinto devia estar a 16 graus. Para o Moët & Chandon, que começava a jorrar, o calor era inimigo da perfeição. Lá fora, dentro da enorme panela ao lume chamada Luanda, nas barracas onde não existe frigorífico e os escassos alimentos se conservam em sal, a Cuca, cerveja local, também sofre aquecimento prematuro. Tantas coisas dividem esse mundo deste, só mesmo imponderáveis os podiam unir num problema comum, sublinhando a diferença que os separa: uns incomodam-se porque não conseguem ter tudo. Outros sofrem porque só conseguem ter nada.

Na pista, meninas com traje de princesinhas rodopiavam alegremente. Por trás do palco, um desfile de doces e uma colecção de frutos. Ao lado, outra de frutos secos. Um conviva mais animado, que sabia do que falava em matéria de fruta seca, pegou num exemplar e declarou: «Este é bom para a virilidade», olhar malandro. «É... hermafrodita». Adiante. Repasto, sobremesa, mais brindes, discursos, mais champanhe, digestivos, mais champanhe e mais champanhe, champanhe para o momento da noite: Dufa dirigiu-se ao centro da pista, para soprar as velas. Seguiram-se horas de baile, comida, bebida, alegria.

Só a chuva deteve a festa, já de madrugada. De madrugada, o trânsito já não é um inferno. O inferno dorme a essa hora. Mas a chuva vai acordá-lo em sobressalto, despertando a Angola que não vai à «vernissage» e ao beberete, não tem preocupações com os «down jones» e o preço do barril de crude, não bebe conhaque em balão aquecido, não tem um todo-o-terreno Porsche e conta «off-shore», nem é servida em bandejas de prata. Essa Luanda, desenraizada, agoniza em contrastes. E sorri. E, sorrindo, é a Angola perdedora, neste jogo de subserviências. Tem a Babilónia debaixo dos pés, mas não encontra o caminho no meio do lixo e das barracas, a tropeçar no vácuo, a cair em nada. Se escavar um pouco do seu solo, é provável que encontre petróleo ou diamantes. A escavar no seu musseque, só encontra musseque.


Reportagem de Luís Pedro Cabral (texto)
e Sandra Rocha/Kameraphoto (fotografias), em Luanda

sábado, 14 de agosto de 2010

POVO IMBECILIZADO...


"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio,

fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora,

aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias,

sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice,

pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas;

um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai;

um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom,

e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que

um lampejo misterioso da alma nacional,

reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.


Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula,

não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha,

sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima,

descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas,

capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação,

da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.


Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo;

este criado de quarto do moderador; e este, finalmente,

tornado absoluto pela abdicação unânime do País.


A justiça ao arbítrio da Política,

torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.


Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções,

incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos,

iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero,

e não se malgando e fundindo, apesar disso,

pela razão que alguém deu no parlamento,

de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."

Guerra Junqueiro, 1896.

sábado, 24 de julho de 2010

REALISMO DA RAÇA HUMANA...

Race realist Jared Taylor declares the "civil rights struggle was won long ago"

July 20, 8:05
Jamie Hines, Civil Rights Examiner


Jared Taylor (Right) and Jesse Jackson at the National Press Club, Washington DC, March 18, 2010


Jared Taylor, current editor of the American Renaissance, denies the term “white nationalist” and explains why he is not a “white supremacist.” But, what this established journalist claims, is that he is a “race realist.” Taylor’s views have become an important piece of the race relations puzzle, and can often be found in studies, essays, newspapers (including the Washington Post) and books. Taylor has been called everything from a racist to a “true paragon of tolerance.” He takes a few moments to discuss with Jamie Hines what is a “race realist,” why there is no need for the civil rights battle, and what he thinks of President Barack Obama.

JH: I’ve read that you describe yourself as a “race realist.” What is a “race realist?”

JT: Race realism is rejection of the agreeable fantasies about race that have become orthodoxy since the 1960s. First, it is obvious that most people prefer the company of others of their own race. Forced integration therefore causes tension and resentment.

Second, race is an important element in individual and group identity, which means it is impossible to build a society in which race does not matter.

Third, people of different races build different societies. Blacks—wherever they are found in large numbers—establish communities with certain characteristics, and whites and others do the same.

Fourth, the combination of the first three factors means that racial diversity is a source of constant conflict. This is blindingly obvious, yet one of the requirements of respectability in this country is to pretend—and to repeat loudly at every opportunity—that diversity is a strength.

Fifth, the evidence is overwhelming that there is a substantial genetic contribution to well-established racial differences in average IQ. North East Asians living in America have higher incomes, better test scores, and more education than whites because they are, on average, smarter. Whites are smarter than Hispanics, who are smarter than blacks. It is vital to recognize this because otherwise “society” (meaning whites) is blamed for the failures of blacks and Hispanics.

Finally, race realism recognizes that whites have legitimate group interests just like everyone else.


JH: What are the legitimate group interests of whites?

JT: It is vital to eliminate the stark racial double standard that denies whites even have legitimate interests as a group. White pride or racial consciousness is considered “bigotry” or “hatred,” while any other kind of racial consciousness is considered to be a healthy form of ethnic self-esteem. This means every group in the country—except whites—is constantly pushing its collective interests, while whites are not allowed even to have interests as a group, much less work for them.

Some of the interests of whites are obvious. The first is not to be reduced to a minority. Most whites don’t want this but they dare not say so for fear of being accused of “hate.” Hispanics, on the other hand, are constantly rejoicing in their increased numbers and influence, and it is considered natural for them to look forward to eventually become a majority. Their gain is our loss, so why are they allowed to be happy about their gain but we are not allowed to resist our loss?

Whites have every right to prefer the kind of society that they create and to resist demographic shifts that are already changing their country in profound ways. Jews have a right to a Jewish state, and they keep it Jewish through selective immigration. Japanese have a right to a Japanese state and they keep it that way through restrictive immigration. Whites also, whether in North America or Europe, have the right to live in nations that reflect their culture and heritage.

Second, what is known as “affirmative action” is really discrimination against whites. If the kinds of preferences shown to blacks or Hispanics were shown to whites it would be a nation scandal, but because the victims are whites (and sometimes Asians) it is of no consequence. Whites must work to eliminate this while it is still possible to do so. When non-whites become majorities, they are likely to push for even more extensive racial preferences than the ones they enjoy today.


JH: Do you consider yourself a White Nationalist and/or a White Supremacist? Why or Why not?

JT: No. I don’t know what the term white nationalist is supposed to mean. White supremacists presumably want to rule other races, and race realists have no such desire. I believe people of every race should be free to pursue their own destinies, and this is impossible in societies in which they become minorities.

It should not be necessary to add that a concern for one’s own interests implies no hostility to others. Race realists understand that people of all races have the same rights: to preserve their culture and identity against any force that would dilute or replace it. One’s race is one’s extended family. Putting the interests of family before the interests of strangers is not hostility to strangers. One can become good friends with strangers but family comes first.


JH: After doing some research, I’ve found that your parents were “conventional liberals” who were missionaries in Japan. At what point, and why, did your views shift from what you seen at a younger age?

JT: I, too, was a conventional liberal until I was in my 30s. I preferred being a liberal. Liberals are happy to consider themselves morally superior to conservatives (and certainly to anyone who could be called a “racist,” whatever that means). Also, liberalism is the driving, majority ethos of the United States, and it is more comfortable to agree with the majority. I clung desperately to liberalism. It was the study of history and economics as well as extensive travel in Europe and Africa that finally ground away my liberal illusions.


JH: How do you feel about the election of the first black President?

JT: It was bound to happen eventually, given the collapse of the white majority. Until 1965, we had an immigration policy designed to keep the country majority white. Since that time, the white percentage has declined from about 88 percent to perhaps 62 percent. Do not forget: 55 percent of whites voted for Mr. Obama’s opponent. Twenty years ago, any candidate who got 55 percent of the white vote became president. Now, a majority of whites can vote for a candidate but his opponent may win. In this sense, because of demographic change, you could say that whites did not get the president they wanted. Why should whites encourage that kind of change?

As for Mr. Obama, he encourages the population shifts that are displacing whites. He has sued a state that simply wants to enforce the duly established immigration laws that the federal government refuses to enforce. He wants to give amnesty to 12 million illegal immigrants, most of whom are non-white. In these respects, he is probably not much different from his main Democratic opponent, Hillary Clinton. However, even she would not have ordered the Justice Department to drop its voter-intimidation case against the New Black Panthers. This sort of thing is alienating whites.


JH: Describe the current state of race relations in America.

JT: Race is, and always will be, a serious social fault line in this country. Relative peace is maintained because whites tolerate “affirmative action” and massive non-white immigration. They do this because they are browbeaten and bamboozled into thinking it is wrong for whites to act in their own interests. This will not always be the case, and race relations will get worse as more and more whites begin to resist dispossession.


JH: What are your thoughts about people who say, “race doesn’t matter?”

JT: They are fools. Race obviously matters. Ninety percent of the churches in the United States are at least 80 percent one race. Is that an accident? Residential segregation is not much different from patterns in the 1950s. Why is that? The NAACP, the Urban League, the Congressional Black Congress, the National Council of La Raza, the League of United Latin American Citizens (LULAC), and literally thousands of other groups and associations are based deliberately and specifically on race. Try telling their members race doesn’t matter.

It is almost exclusively white people who say race doesn’t matter, and this is because they are the only people who are required at least to pretend that it doesn’t matter. This, in turn, is because they are not allowed to have explicit racial interests of their own, and must deliberately close their eyes to the racial chauvinism of others lest they acknowledge this anti-white double standard.


JH: Do you believe that there is a need to fight for civil rights in America?

JT: What do you mean by “civil rights”? People of all races have the same legal rights in the United States, so the “civil rights” struggle was won long ago. Many blacks and Hispanics seem to think racial preferences for themselves are “civil rights” but they are actually a power grab at the expense of whites.

domingo, 4 de julho de 2010

O PROBLEMA DA NATALIDADE...


In July 1989 the chairman of the Council for Population Development, Professor J P de Lange, claimed that population growth was South Africa’s ‘ticking time bomb’.

He said that the country had one of the highest population growth rates in the world, and that numbers were doubling every 30 years. Professor De Lange pointed out that in rural areas and in the homelands, African women still had an average of more than six children.

At its current growth rate South Africa would within two decades find itself in a dilemma where its resources and socio-economic capabilities would be insufficient for its population, he said. ‘This will give rise to total social disintegration, unemployment, poverty and misery which will become unmanageable, even in the best of constitutional dispensations. (The Natal Mercury: 13 July 1989, 22 July 1989)

Professor De Lange believed that such high population growth could be halted only if the PDP managed to reduce the birth rate to 2,1 children per woman by the year 2010
[SA Inst. of Race Relations Report, 1989-90 That was before the ANC decided to give their voters and taxpayers the big middle finger, by allowing an additional 6 - 11 million legal and illegal immigrants to aggravate South Africa's social disintegration, unemployment, poverty and misery time-bomb...

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O CONSENTIMENTO DOS GOVERNADOS...

Consent of the Governed?
By Robert Higgs on Jun 1, 2010 in Civil Society, Liberty, Morality, Personal Liberty, Philosophy, Power, Surveillance, Taxation, The State

What gives some people the right to rule others? At least since John Locke’s time, the most common and seemingly compelling answer has been “the consent of the governed.” When the North American revolutionaries set out to justify their secession from the British Empire, they declared, among other things: “Governments are instituted among Men, deriving their just Powers from the Consent of the Governed.” This sounds good, especially if one doesn’t think about it very hard or very long, but the harder and longer one thinks about it, the more problematic it becomes.

One question after another comes to mind. Must every person consent? If not, how many must, and what options do those who do not consent have? What form must the consent take ― verbal, written, explicit, implicit? If implicit, how is it to be registered? Given that the composition of society is constantly changing, owing to births, deaths, and international migration, how often must the rulers confirm that they retain the consent of the governed? And so on and on. Political legitimacy, it would appear, presents a multitude of difficulties when we move from the realm of theoretical abstraction to that of practical realization.

I raise this question because in regard to the so-called social contract, I have often had occasion to protest that I haven’t even seen the contract, much less been asked to consent to it. A valid contract requires voluntary offer, acceptance, and consideration. I’ve never received an offer from my rulers, so I certainly have not accepted one; and rather than consideration, I have received nothing but contempt from the rulers, who, notwithstanding the absence of any agreement, have indubitably threatened me with grave harm in the event that I fail to comply with their edicts. What monumental effrontery these people exhibit! What gives them the right to rob me and push me around? It certainly is not my desire to be a sheep for them to shear or slaughter as they deem expedient for the attainment of their own ends.

Moreover, when we flesh out the idea of “consent of the governed” in realistic detail, the whole notion quickly becomes utterly preposterous. Just consider how it would work. A would-be ruler approaches you and offers a contract for your approval. Here, says he, is the deal.

I, the party of the first part (“the ruler”), promise:

(1) To stipulate how much of your money you will hand over to me, as well as how, when, and where the transfer will be made. You will have no effective say in the matter, aside from pleading for my mercy, and if you should fail to comply, my agents will punish you with fines, imprisonment, and (in the event of your persistent resistance) death.

(2) To make thousands upon thousands of rules for you to obey without question, again on pain of punishment by my agents. You will have no effective say in determining the content of these rules, which will be so numerous, complex, and in many cases beyond comprehension that no human being could conceivably know about more than a handful of them, much less their specific character, yet if you should fail to comply with any of them, I will feel free to punish you to the extent of a law made my me and my confederates.

(3) To provide for your use, on terms stipulated by me and my agents, so-called public goods and services. Although you may actually place some value on a few of these goods and services, most will have little or no value to you, and some you will find utterly abhorrent, and in no event will you as an individual have any effective say over the goods and services I provide, notwithstanding any economist’s cock-and-bull story to the effect that you “demand” all this stuff and value it at whatever amount of money I choose to expend for its provision.

(4) In the event of a dispute between us, judges beholden to me for their appointment and salaries will decide how to settle the dispute. You can expect to lose in these settlements, if your case is heard at all.

In exchange for the foregoing government “benefits,” you, the party of the second part (“the subject”), promise:

(5) To shut up, make no waves, obey all orders issued by the ruler and his agents, kowtow to them as if they were important, honorable people, and when they say “jump,” ask only “how high?”

Such a deal! Can we really imagine that any sane person would consent to it?

Yet the foregoing description of the true social contract into which individuals are said to have entered is much too abstract to capture the raw realities of being governed. In enumerating the actual details, no one has ever surpassed Pierre-Joseph Proudhon, who wrote:

To be GOVERNED is to be kept in sight, inspected, spied upon, directed, law-driven, numbered, enrolled, indoctrinated, preached at, controlled, estimated, valued, censured, commanded, by creatures who have neither the right, nor the wisdom, nor the virtue to do so. To be GOVERNED is to be at every operation, at every transaction, noted, registered, enrolled, taxed, stamped, measured, numbered, assessed, licensed, authorized, admonished, forbidden, reformed, corrected, punished. It is, under pretext of public utility, and in the name of the general interest, to be placed under contribution, trained, ransomed, exploited, monopolized, extorted, squeezed, mystified, robbed; then, at the slightest resistance, the first word of complaint, to be repressed, fined, despised, harassed, tracked, abused, clubbed, disarmed, choked, imprisoned, judged, condemned, shot, deported, sacrificed, sold, betrayed; and, to crown all, mocked, ridiculed, outraged, dishonored. That is government; that is its justice; that is its morality. (P.-J. Proudhon, General Idea of the Revolution in the Nineteenth Century, trans. John Beverley Robinson. London: Freedom Press, 1923, p. 294)

Nowadays, of course, we would have to supplement Proudhon’s admirably precise account by noting that our being governed also entails our being electronically monitored, tracked by orbiting satellites, tased more or less at random, and invaded in our premises by SWAT teams of police, often under the pretext of their overriding our natural right to decide what substances we will ingest, inject, or inhale into what used to be known as “our own bodies.”

So, to return to the question of political legitimacy as determined by the consent of the governed, it appears upon sober reflection that the whole idea is as fanciful as the unicorn. No one in his right mind, save perhaps an incurable masochist, would voluntarily consent to be treated as governments actually treat their subjects.

Nevertheless, very few of us in this country at present are actively engaged in armed rebellion against our rulers. And it is precisely this absence of outright violent revolt that, strange to say, some commentators take as evidence of our consent to the outrageous manner in which the government treats us. Grudging, prudential acquiescence, however, is not the same thing as consent, especially when the people acquiesce, as I do, only in simmering, indignant resignation.

For the record, I can state in complete candor that I do not approve of the manner in which I am being treated by the liars, thieves, and murderers who style themselves the Government of the United States of America or by those who constitute the tyrannical pyramid of state, local, and hybrid governments with which this country is massively infested. My sincere wish is that all of these individuals would, for once in their despicable lives, do the honorable thing. In this regard, I suggest that they give serious consideration to seppuku. Whether they employ a sharp sword or a dull one, I care not, so long as they carry the act to a successful completion.

Addendum on “love it or leave it”: Whenever I write along the foregoing lines, I always receive messages from Neanderthals who, imagining that I “hate America,” demand that I get the hell out of this country and go back to wherever I came from. Such reactions evince not only bad manners, but a fundamental misunderstanding of my grievance.

I most emphatically do not hate America. I was not born in some foreign despotism, but in a domestic one known as Oklahoma, which I understand to be the very heart and soul of this country so far as culture and refinement are concerned. Moreover, for what it is worth, some of my ancestors had been living in North America for centuries before a handful of ragged, starving white men washed ashore on this continent, planted their flag, and claimed all the land they could see and a great deal they could not see on behalf of some sorry-ass European monarch. What chutzpah! I yield to no one in my affection for the Statue of Liberty, the Rocky Mountains, and the amber waves of grain, not to mention the celebrated jumping frog of Calaveras County. So when I am invited to get out of the country, I feel like someone living in a town taken over by the James Gang who has been told that if he doesn’t like being robbed and bullied by uninvited thugs, he should move to another town. To me, it seems much more fitting that the criminals get out.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A NOSSA IMIGRAÇÃO....


A nossa imigração é isto que aqui se vê. Catedráticos, altamente especializados em resolver todos os problemas do ser humano nomeadamente assaltar bancos, ourivesarias, caixas multibanco, lojas comerciais, roubo de carros, etc., e usam esta capa de " curandeiros" para lavagem de dinheiro roubado.
Uns são curandeiros, outros vendedores ambulantes e outros com cursos de "Pintor de Automóveis" por que não querem ser escravos como os pais que andaram a trabalhar nas obras e que agora vivem do rendimento mínimo que é bem melhor que aquilo que o seu país de origem lhes dava ou seja: dormiam na esteira e comiam capim...
Portugal está a saque. Meia dúzia de energúmenos que nos desgovernam, abriram as portas a todo o lixo que vem de todas as partes do mundo e o resultado está à vista...
Precisamos de um outro VIRIATO para limpar este lixo que tantas doenças tem causado ao nosso Portugal.

quarta-feira, 3 de março de 2010

IMPOSTO ESPECIAL DO PÉNIS...






Novo imposto em 2010! O governo fez contas no Magalhães e, para ajudar a superar a crise, vai criar o Imposto do Pénis.

Até agora o pénis tinha escapado ao IRS. As razões eram estar 99% do tempo pendurado sem emprego, 0,2% do tempo trabalhar às mijinhas, 0,5% do tempo ter trabalho duro e 0,3% do tempo estar metido num buraco.

Além disso, não ajuda nada ter dois dependentes que não arranjam trabalho em lado algum e não têm onde se meter.

A taxa do imposto variará conforme o tamanho, com os escalões seguintes:

25 a 30 cm - imposto sobre bens de luxo...........€ 30.00
20 a 24 cm - imposto sobre postes................. € 25.00
14 a 19 cm - imposto sobre a classe média.........€ 15.00
10 a 13 cm - imposto sobre a maçada............... € 3.00

Machos que excedam os 30 cm terão que declarar mais-valias de capital.
Qualquer macho abaixo dos 10 cm tem direito a um crédito de imposto.
É obrigatório pagar dentro do prazo. Não serão concedidos prolongamentos!

PDP (Perguntas Do Pénis):

- Haverá multas para levantamentos antecipados?
- O que acontece quando um pénis trabalha por conta própria?
- Quem tiver vários(as) parceiros(as) conta como sociedade?
- As despesas com preservativos são dedutíveis como roupa de trabalho?
- Haverá um agravamento da taxa de imposto para quem não for circuncidado.



Direcção de Serviços do IRS

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

NÃO SOU ECONOMISTA...


Não sou economista mas entendo que os investimentos produtivos em Portugal devem ser de raíz ou seja: todo o investidor que queira investir em Portugal deve construir a sua própria empresa ou, eventualmente, reabilitar outras que estejam à beira da falência.
O investimento em Portugal, na última década, é apenas para roubar as empresas de capital português que, pela sua natureza, geram milhões de lucro todos os anos.
A filha do José Eduardo dos Santos, com o dinheiro do petróleo e dos diamantes, vem a Portugal investir em empresas que geram milhões ou seja: todo o investimento que ela concretiza em Portugal volta para Angola ou para a Suíça, que é o mais certo, em dividendos. Por outras palavras: investe 100 e depois, a curto prazo, leva 300 todos os anos de dividendos, mantendo sempre os seus 100 investidos.
Esses dividendos não são aplicados em Portugal mas sim vão direitinhos para as contas bancárias da família José Eduardo dos Santos que, depois, compra palácios na américa e noutros continentes, ficando Portugal a chuchar no dedo.
Gostaria de saber para que nos serve este tipo de investimento ? Não cria emprego por que as empresas já existem e já têm os seus empregados;o dinheiro vai para fora de Portugal e é investido noutros continentes, portanto o que os nossos governantes estão a fazer é a vender Portugal aos estrangeiros que depois põem cá os seus colaboradores, criando efectivamente mais desemprego e levando o dinheiro gerado cá para outras partes do Mundo.
Os outros investimentos estrangeiros só têm um objectivo: mão de obra barata e ao fim de uma década vão-se embora com os bolsos cheios...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

"...TER VERGONHA DE SER HONESTO"

PELO SEU INTERESSE ABAIXO TRANSCREVO ALGUNS EXCERTOS DE ARTIGOS DE OPINIÃO E COMENTÁRIOS...



"Nessa sua avaliação não há partido que se salve, e por oportuno transcrevo:

- Passam os anos e Portugal fenece, cada vez mais, por via da ação de uma elite política corrupta, interesseira, “tachista”, oportunista e claramente criminosa, que vive num pântano de impunidades, cumplicidades, traições e intrigas.

E tudo isso me faz lembrar Rui Barbosa:

"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça; de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto "



VOLTAMOS AO TEMPO DA "CAÇA ÀS BRUXAS"? O Fim da Linha - Mário Crespo Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada. Nota: Este texto foi censurado pelo "Jornal de Notícias"

domingo, 3 de janeiro de 2010

BELÍSSIMA SANFONA DE SUCATAS...

quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009
De Natura Sonora, ou, em mau Português, belíssima Sanfona de Sucatas








Vou tentar ser breve, porque hoje estou com uma cólica de minaretes. Eu explico: quando vamos à Suíça é para ver os Alpes, e quando vamos ao Magreb é para ver minaretes, tudo o resto é contra natura, e deve ser referendado pelo Senso Comum.

Também é do senso comum que eu, se, por acaso, vier a passar por uma porta e ouvir gemidos e agitação do outro lado, tenho o direito de espreitar pela fechadura e pôr o ouvido colado à porta. Se -- e continuamos nos "ses" -- eu fosse um GNR mal formado e descobrisse que a minha tronchuda estava do outro lado da porta, ajoelhada, a fazer uma valente mamada a um fuzileiro, e os grunhidos vinham de aí, para a história se desenvolver à latina, o GNR arrombava a porta com um pontapé, e dizia, "eu mato-te, minha puta!...", e matava mesmo, e, com um pouco de sorte, furava o fuzileiro também. Como Dante, no "Banquete", eu poderia dizer que esta minha história continha as quatro vertentes hermenêuticas do texto sagrado: o literal, o alegórico, o moral e o anagógico. O literal é que a gaja ia mesmo de ali com as tripas de fora, para alguma urgência de Badajoz, morrer espanõla, e o fuzo ficava no chão com um buraco em forma de alvo, no centro da testa, evitando voltar sem pernas do Afeganistão, por ter ido "obamamente" defender as Rotas do Ópio; alegoricamente, era mais uma cena dos divórcios simplex do solnado; a moral da história é que ele nunca deveria ter parado a ouvir grunhidos de prazer, do outro lado de uma porta de face oculta, porque podia estar a ouvir alguém conhecido; anagogicamente, isto era o "Face Oculta", à Portuguesa, ou seja, iam de ali para um tribunal de comarca ligeira, a gaja tinha direito a um bruto funeral, o fuzileiro ia a enterrar, ainda com as calças pelo joelho, e o GNR recebia uma repreensão escrita, com direito a liberdade condicional, e repetição do ato.

O restante Portugal, ainda mais literal, evita que estas coisas do rés do chão transbordem para os reles patamares do Estado, e, portanto, se num colar o ouvido à porta, eu, por acaso, oiço um Primeiro Ministro a atentar contra o Estado de Direito e passo adiante, das duas três, ou sou corno manso, ou o Primeiro Ministro já devia estar na rua há eras, ou não vivemos num Estado de Direito. O interessante da coisa não é se o escutado foi escutado, ou não, no devido local, e se foi, ou não, consentido, mas, sim, se o conteúdo do escutado era, ou não era, crime de Lesa Estado.

O cidadão comum já percebeu o que está em jogo, e que é o mesmo de sempre.

No fundo, já atingimos o patamar mínimo de poder emitir juízos de validade moral e de higiene pública, que nos permitem dizer que ouvir coisas destas -- mas vão MESMO ouvir -- ou destas, dispensam tribunais, procuradores da república e supremos juízos, para percebermos que, de facto, deveriam ter tido outro desenvolvimento processual e histórico.

São já matéria excedente, na qual o cidadão comum tem realmente o dever de exercer o seu direito de indignação, e, enquanto não o exercer, não estaremos nem num Estado de Direito nem numa Europa Civilizada.



(Sexagesimalmente, no "Aventar", no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra Isabel Alçada", no "Democracia em Portugal" no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers" )

Publicado por Arrebenta
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